quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eu volto a me preocupar e perder o sono, quando novamente o peso do mundo parece estar em cima das minhas costas!
Eu me lembro que algum dia eu achei que podia carregá-lo, e eu estava redondamente enganada, definitivamente minhas forças não vão tão longe!
Preocupar-se demais, taí meu defeito. Querer resoluções pra tudo, querer ajudar todo mundo, querer agradar todo mundo, querer ver as pessoas felizes.
E é exatamente aí que eu me pego colocando a MINHA felicidade em segundo plano.
Mas dessa vez eu fui á fundo, e lá no dicionário eu achei a palavra RECIPROCIDADE, e enfim as coisas parecem estar tomando seus devidos rumos, ou nao!
Pisar os pés no chão de vez em quando nunca matou ninguem.
É o meu lado realista, que vem teimando em reaparecer.
Hoje eu só queria um punhado de esperança, um pouco de otimismo e acima de tudo convicção.
Dez kilos de coragem seriam suficientes! Alguém tem de sobra aí?

domingo, 26 de abril de 2009

Sinta...

Caso exista uma palavra que me atraia mais do que chocolate, essa palavra é ironia.Ela é fácil de trabalhar, é necessária a imaginação para entendê-la e mesmo assim ainda ficarás na dúvida.Dúvida na colocação e dúvida se há algo no mundo que te irrite mais do que a presença "dela".


Sinta...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Em frente...

Talvez fosse pretensão minha achar que dominava tão bem a vida. Alguns dos meus melhores conceitos foram derrubados por ninguém menos do que a própria autora. Não me sinto tão forte e menos ainda completamente madura. O que de fato melhorou dentre os sentidos foi a visão. Eu vomitava valores mundo afora esquecendo dos meus mais importantes. Não basta pregar.Havia esquecido por um significante período que os meus mais valiosos tesouros estavam aqui, nos quartos ao lado. A mira, por exemplo, andava péssima. Aquela velha história de direcionar “coisas” e ser devota “daquilo” que não merece. Já não brilha mais. E por falar em brilho, eu também já fui estrela. Durante certo tempo foi bom ser uma estrela. Até que suguem toda tua luz é bom ser estrela. E como estrelas não choram, eu preferi ser gente.Eu decidi mudar e ver de outra posição aquele mundo que eu já tinha visto. Eu resolvi pisar fundo nele. E mesmo um pouco perdida, acredito que esteja me saindo bem. Muitas coisas tornaram-se mais saudáveis e estáveis, principalmente em matéria de relacionamentos humanos. O mundo real é o que me satisfaz. O contato, o olho no olho, um abraço, assistir o pôr do sol, um café forte pela manhã... Foram essas coisas tão aparentemente banais que criaram os meus melhores momentos. Não desmerecendo a eficiência dos protagonistas, é claro.Em outras vidas eu fui um pêndulo. Tradicionalmente, eu pareço uma idosa. O convívio excessivo com qualquer coisa me faz ter surtos terríveis de abuso. Seja com o controle remoto, com um parente, algum professor e até com os pobres gatinhos lá de casa, E foi através desse meu transtorno bi-polar que eu descobri que quero casar. Percebi que “no meio de tanta gente chata e sem nenhuma graça” alguém vai ter que fugir totalmente a essa regra.Durante boa parte do tempo eu vivo em harmonia com o passado. Em boa parte do tempo eu conto dias. Em boa parte do tempo eu desisto. Na boa parte do tempo eu simplesmente vivo. E a grande diferença é que hoje eu faço isso com vontade e sorrisos. É emocionante começar o dia indo com sede ao pote, almejando o melhor. E o manual diz, não deseje só para si. Condição difícil essa, mas que conta bastante na rodada final.Como há 23 anos eu continuo sendo uma tola. Sentando na calçada com os totózinhos, enjoando ao andar de ônibus, com uma certa pré-disposição ao drama, achando que certas coisas só acontecem comigo mesmo. De uma forma significante, se falarmos em números, hoje eu confio em pouquíssimas pessoas. E não lamentem por isso, por Deus! Eu confio em mim e isso talvez já bastasse. Porém eu sei, não somos auto-suficientes. Então por isso( e outros milhares de motivos) Dona Emília, dure anos. Se possível seja o meu highlander.Vocês agora esperam o balanço em relação ao coração, certo? E eu só posso dizer que balanço não seria uma palavra apropriada agora. Nunca vi o bichinho tão sossegado, como se tudo estivesse em seu devido lugar e ainda fosse primavera. Uma calmaria que chegou pra ficar há cinco meses.Eu já gosto do tempo. Na verdade hoje eu abuso dele. Quando desejo, posso pará-lo. Quando eu menos espero, ele já era. É só olhar para os lados, já meio de ano...são os meus dias passando e a vida me mostrando que não espera!
É mais muito do que um cansaço físico, ou meramente emocional. São diversos fatores acumulados, um a um, ano após ano, e que de repente atingiram a margem do copo.
É visão realista da vida, que teima em prevalecer, deixando de lado alguns conceitos ingenuos mais que tornavam os dias mais coloridos de alguma forma.
Em um exato momento da vida eu achei que bastaria viver de sonhos, e doeu saber que não era verdade, e dói me sentir madura demais aos 23 anos.
Um certo dia, eu pus toda a minha coragem, todas as minhas expectativas em uma mala e fui encarar o mundo frente, vitórias aqui, derrotas ali, e uma imensa trombada da qual eu ainda nao consegui me levantar completamente. Me levanto todos os dias, lavo o rosto, me olho no espelho, quase como um ritual rotineiro que se repete, a grande diferença encontra-se na imagem refletida. Em um dado momento era a imagem de alguem que acreditava em possibilidades, e buscava sem medo dos arranhoes toda e qualquer realização, sem se importar com o que muitos consideravam perda de tempo ou ainda precocidade.É, a imagem que se reflete hoje ali, é a imagem de alguem que descobriu lados da vida que não gostaria de ter visto. O sorriso que eu "visto" todos os dias ao acordar, tem um quê de fragilidade que teima em aparecer, mas que eu tento nao demonstrar.
A maturidade traz sim consigo coisas boas, mas a minha trouxe consigo uma clareza de visão assustadora, as vezes queria ser mais aquém as coisas, queria padecer de uma ignorancia que me fizesse não sofrer e me importar tanto com as coisas.
Eu não me arrependo de nada, absolutamente nada do que fiz na minha vida, e sinceramente nao considero tempo algum perdido, por mais que murphy insista em brigar comigo e tentar me provar o contrário.
Eu tinha duas escolhas, viver ou assistir a vida de camarote, e eu escolhi viver mesmo sabendo de todos os perigos que a caminhada poderia trazer.
Recomeçar não é vergonha alguma, quando se sabe que é resultado do fim de uma jornada que me tornou mais humana, mais viva e que tornou ainda mais latente a minha vontade de fazer alguma diferença. Recomeçar é pra poucos, porque só se recomeça de verdade quando se admite que a fase anterior realmente ficou pra trás.
Eu fui em frente, e mesmo que alguns pesos ainda teimem em me puxar na direção contrária, eu sei que consigo ir além.
Obrigado a vida por me mostrar que nada é em vão.
Eu definitivamente não me contento com pouco!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Limites?????

Um só conselho. Aliás, dois.Conserve os velhos (quase um sentido literal) amigos e faça também novos. Compartilhe os teus bons momentos ao lado dos que conheces há três anos e leve junto os que passam contigo o intervalo das três horas. Viaje sim e visite lugares, só não esquece de desfrutar também a terra que pisas(mesmo que ela não seja a tua "original").A gente comete erros e pode concordar, eu sou campeã. Muitas vezes deixas itens importantíssimos pra depois e até ignora os atualizados, que sim, podem fazer GRANDE diferença na vida.


Agora sim, falamos de C O M O D I S M O. Dos meus...Limites.Tô me livrando dos meus e voltando atrás de algumas coisas que, não por mal, eu quase perdi. Enfim, eu tô vivendo e descobrindo, me (re)descobrindo e gritando ufa por ainda estar em tempo.

Vocabulário simples.E arquivado para que EU volte aqui e leia quantas vezes forem necessárias.Afinal não é de hoje que sou tão cabeça-dura

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ta aí!

Se me virar do avesso quem sabe, mas está aí, tudo aquilo que um dia eu não vou dizer...um modo que eu espero um dia não sentir.Eu cobri meu coração e joguei fora alguns dos meus sentimentos antes mesmo que eles trouxessem mais alguma dúvida.É esse o mais novo e bem elaborado kit de salvamento, criado logicamente por mim.E para evitar que venham citar o teor de ceticismo e frieza contida na estratégia eu apresento o outro lado da moeda. Todo o histórico vivido e que me fez chegar até aí.São algumas porções de passos em falso. São situações e mais situações de dedicação jogadas no lixo. Foram esperas, idas e vindas, paciência, prazos, calmantes, choro, tempo. Enfim, todo o cápitulo 8, intitulado "relacionamentos amorosos", da minha auto biografia.A minha doce tragédia que com muito esforço, hoje, não se cria mais aqui. As raízes foram arrancadas por calos muito bem desenvolvidos.Mesmo ciente da minha vulnerabilidade diante do acaso, do destino, do futuro eu tomo a minha dose diária de prevenção quando me desprendo das expectativas de um grande e verdadeiro amor. Eu deixo o tema aí disponível para os grandes romancistas e músicos, enquanto na trilha sonora da minha vida eu controlo cada verso ou tom.E se eu te falasse que a imagem no espelho não é a de uma pessoa amarga, você com certeza marcaria a opção "a", em que diz "afirmação falsa".Eu continuo a viver com paixão, no entanto com muito mais equilíbrio nessa nova composição.Eu continuo achando algumas pessoas interessantes, porém não fico mais idealizando a performance delas na minha vida.Eu continuo tendo a certeza de que quero dividir a minha velhice com alguém especial, mas até então eu acho perfeita a forma como me ajeito sozinha naquela cama de casal.A definição do que é o amor, hoje, pra mim, sofreu grandes trasnformações. Já não perco mais tanto tempo em prol dele e menos ainda engulo sapos, jacarés e até os grandes dinossauros pelo receio de ficar pra titia.Eu não me tornei um ser independente do calor, dos carinhos, daquilo que possa pareçer romântico, eu simplesmente parei de agir com tanta devoção.Estou aí no campo. Exposta e aberta. Mas também atenta e com quantos pés no chão forem precisos, nem que pra isso eu precise utilizar os teus.Agora eu consigo trabalhar com a idéia de que as "coisas" podem e talvez até devam ter o seu tempo determinado. E que EU sim, preciso viver feliz pra sempre, até que a morte ME separe.Logo, não precisas desistir da idéia de tentar me seduzir. Mas cuidado para não se apaixonar. Você pode não fazer parte dos meus planos naquele momento. Esteja certo de que quer encarar. O relacionamento que tenho comigo mesma agora é algo inabalável. Você precisará de muita força. Boa sorte!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Redescobrindo...

Quem foi que disse que eu desistiria?Eu estou aqui para tentar, insistir pra vocês que tudo isso ainda existe.Não siga os exemplos.Não procure por semelhanças.Espera! Senta aí e comece a fazer os planos.Inclua sim os churrascos na casa da sogra, vai pensando no nome do caçula ...A gente não precisa generalizar nada.Os homens não são todos iguais.Nem todas as mulheres gostam de floresSe é que não me falha a memória, não lembro de ver um prazo para o amor nas certidões de nascimento.15 tombos, 7 decepções, alguns pares de lágrimas e somente um final feliz.Dessa vez não falamos de experiência própria e nem de previsões da Mãe Dinah.É lógica, ele virá!Ninguém quer/merece/precisa morrer sozinho.Não por uma questão de tradições ou convenções. Imagine só você, que grande saco seria comer o yakisoba sozinho? E quem você iria convencer de assistir "Lendas da paixão" pela vigésima vez?Esqueça, o teu irmão acaba de ir acampar com a nova namorada.Pode ser mesmo que eu não precise de você e nem você de mim.Porém vai virar deboche se dizer que não precisa de ninguém.Nem no feudalismo os corações eram auto-suficientes.Viva sem visão, doe algum orgão, desfaça-se de alguns litros de sangue, venda aquele carro antigo da coleção que pertenceu ao teu avô ...Mas antes disso tudo, elimine a idéia de que pode viver (feliz) sozinho.