quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Papai noel existe. Homens verdadeiros? Daí eu já não sei!

Não que eu seja uma cidadã vivida. Pelo contrário. Minhas experiências não resultaram em aprendizado nenhum. Continuo entrando em roubadas. Me dando mal em finais infelizes. Escolhendo os homens errados (quando eu bem sei quais são os certos, mas finjo não saber). Trocando o mocinho pelo bandido. Fazendo grandes investimentos em pequenas pessoas. Sei que isso acontece com todo mundo. Mas acho que comigo já deu. Sou pouco tolerante.Tolero falta de grana. Tolero desemprego. Tolero ciúme. Tolero chatice. Tolero amigos chatos. Tolero futebol 57 vezes por semana. Tolero boteco com os amigos. Tolero amigas bonitas e peitudas. Tolero até homem bêbado. Mas certas coisas não descem mesmo. Não tolero falta de caráter. Não tolero mentira. Não tolero enrolação. Não tolero conversa pra boi dormir. Por um único motivo: detesto me sentir feita de idiota.Nunca me iludi com palavras bonitas. Com frases bem formuladas. Com presentes bacanas. Com caras que pareciam bacanas. Sou pé-no-chão. Nunca me vendi pra carinhas que abrem a porta do carro e fecham a cara quando você pede a verdade. Nunca troquei minha companhia pela conta do restaurante. Nunca acreditei em pessoas que falam bonito. Nunca aceitei champanhe de estranho. Nunca precisei disso. Nunca precisei de um namorado pra me auto-afirmar. Pelo contrário. Vivo bem comigo mesma. Por isso quando estou solteira, também sou feliz comigo mesma. Namorar pra ter dor de cabeça não é pra mim.Não gosto de dar conselhos. Não gosto quando as pessoas tentam se meter na minha vida com soluções mágicas. Acredito mesmo que a gente só aprende – ou não – dando cabeçadas na vida. Que a gente só aprende com as próprias experiências. Acredito também que quanto mais a gente vive, menos tolerante se torna. Acredito que as atitudes contam muito mais do que as palavras. Acredito que cidadãos que bancam os bons moços têm muito mais chances de te decepcionar. Acredito que mentira tem perna curta, como dizia minha avó. Acredito que a gente deve conhecer uma pessoa antes de se apaixonar (e não o contrário). Acredito que tudo que vem rápido demais vai embora com a mesma velocidade. Acredito que a gente só tem uma chance na vida de fazer uma grande merda. Acredito que perder a confiança é como quebrar um vaso: você pode até conseguir colar, mas vai ser sempre um vaso colado. Acredito em duendes, gnomos e em papai-noel. Mas não acredito nos homens. Eu tento. Mas ó pézinho tá sempre no chão. Isso não quer dizer que eu não acredite no amor. Eu acredito, e muito! Mas pra ele acontecer é preciso dois, não um e meio, ou um. Se você entrar em uma relação sem respostas, pode acabar recebendo aquela que menos gostaria.

domingo, 23 de agosto de 2009

Vai dar palpite em outra freguesia...

Eu sei que não sou um exemplo de bom comportamento nem tenho no currículo uma coleção de finais felizes. Eu sei que eu meto os pés pelas mãos na maioria das vezes. Eu sei que quando se trata de relacionamento, eu tenho ciúme, eu sou insegura, eu faço cena. Eu sei de tudo isso e, acredite, eu tento melhorar (apesar de não estar funcionando ainda!). Mas o que eu mais sei é que a gente só aprende dando cabeçada por aí.
Então por que é que as pessoas se acham capacitadas em dar palpites na vida das outras? Alguém me explica? Alguém me explica porque é que aquela amiga que nenhum homem suporta ela por mais de quinze dias pensa que sabe o que é melhor pro seu namoro? Ou por que aquela pessoa que já foi infiel nos seus relacionamentos quer te convencer de que existe fidelidade? Por que a gente sempre tem a fórmula mágica pra vida dos outros? Por que alguém sempre sabe nos dizer exatamente o que fazer, mas nunca faz nada direito? Faça o que eu digo, não faça o que eu faço? É isso?Você ta fazendo errado! Isso não ta certo! Não pode ser assim! Faça de tal jeito! Espera aí. Quem perguntou? Isso mesmo. Ninguém perguntou. É só um hábito irritante que as pessoas – em especial as mulheres – têm. Ninguém ta pedindo conselho ou colocando a vida aberta para debate. A gente não está interessado em fazer como a melhor amiga faz só porque a experiência dela deu certo. Se fosse assim, a gente ouvia conselho de mãe, de vó, de tia velha e casava virgem, não é?! Não. A gente faz o que a nossa cabeça manda e não o que as pessoas nos dizem. A gente quebra a cara. Sofre. Leva pé-na-bunda. Se decepciona com todo tipo de gente. Mas no final, a gente aprende alguma coisa que não aprenderia se tivesse feito tudo certo.Tudo certo demais me cansa. Muito Pollyanna pro meu gosto (aliás, que moral tem alguém cujo nome repete doze vezes a mesma letra e usa y no lugar da letra i pra parecer sofisticado?). Que graça tem alguém que machuca o dedo e não grita um palavrão? Que graça teria se a gente conseguisse tudo que quer? Se fizesse tudo conforme o manual. Se só abrisse o presente de Natal depois da meia-noite. Se tudo saísse conforme planejado. Se a gente não tivesse ciúme. Se a gente soubesse exatamente como fazer tudo. Ou se tivesse alguém pra nos dizer sempre como fazer. Não teria graça nenhuma.Não haveria inspiração pras duplas sertanejas, pros noticiários, pros blogueiros, pra Sônia Abrão ou pra Márcia Goldsmith. Não haveria dor ou poesia. Os dias chuvosos não fariam o menor sentido. O mundo não teria graça se tudo fosse perfeito e se todo mundo tivesse a resposta pro problema alheio antes mesmo do alheio ensaiar querer um conselho. Por isso, detesto que alguém dê palpite na minha vida. Deixe que eu caminhe com minhas próprias pernas curtas dando meus passos pequenos. Um de cada vez. Deixe que eu caia, levante e comece de novo se precisar. Mas, por favor, me deixe fazer sozinha. Do meu jeito errado. Se eu vou me machucar mais do que aprender alguma lição, deixe que eu descubra no final. E, no final, se der tudo errado, quero ver quem vai voltar pra ficar do meu lado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Hoje não!

Tem dias que dá preguiça mesmo de viver. A gente olha pra própria vidinha mais ou menos e se pergunta: o que, diabos, eu estou fazendo aqui? A resposta, a gente não consegue dar. Mas tem dias que simplesmente não dá. Não dá pra acreditar no futuro, no presente e desconfiamos até mesmo do passado. Tem horas que a gente parece estar no meio de um pesadelo (ou no meio de um sonho bom que nunca vai se realizar). Tem dias que não dá pra acreditar que a Xuxa usa hidratante Monange, que a Gisele Bündchen usa Pantene e que a Carolina Dieckmann tem dentes sensíveis. Chega uma hora que a realidade te espreme num canto, te dá um tapa na cara e te pergunta: o que é que você está fazendo aqui?Não sei. Não sabemos. Procuramos pistas na ciência, na fé e na religião. Criamos Deus e deuses pra explicar o inexplicável. Buscamos pistas de que estamos no caminho certo ou, pelo menos, no melhor caminho. Acreditamos nos sinais, no destino e na contradição deles. Entendemos um pé-na-bunda como um sinal de que era pra ser assim. Entendemos um re-encontro como um plano traçado pelo destino. E assim vamos mexendo as peças de um jogo louco e sem explicação.Aonde queremos chegar fazendo o que fazemos, sendo quem somos, acreditando no que acreditamos? E, afinal, quem somos? Em que acreditamos, se não acreditamos em nós mesmos? Desconstruímos sonhos ou os arremessamos ao acaso. Desacreditamos da sorte, do acaso ou do destino. Despedaçamos nossa auto-estima, nossa confiança na própria fé. Insultamos Deus e o diabo.E assim, seguimos à própria sorte. Mandamos e desmandamos na nossa vida. A vida manda e desmanda na nossa sorte. Procuramos refúgio nos nossos vícios ocultos, ainda que esses vícios sejam academia e solidão. Fugimos do mundo pra fugir de nós mesmos. Fugimos de nós mesmos para fugir do mundo. Tem dias que simplesmente não dá. Não dá pra rir de piada sem graça, não dá pra agüentar a chatice alheia (já basta a nossa própria), não dá pra gostar de comer rúcula (quem inventou essa porra?). Chamem de TPM, de crise existencial ou o diabo. Tem dias que só uma enorme barra de chocolte com ovomaltine te entende. Desculpa, mas tem dias que não dá pra brincar de faz-de-conta. Não posso. Hoje, não.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Gira gira gira

...O mundo gira filho da puta...ah! e como gira!
Há alguns anos atrás eu era completamente apaixonada por um menino que estudava no mesmo colégio que eu. Acho que fazem uns 11, 12 anos isso.
Eu era a encarnação da feiúra em pessoa. Mais alta que as demais meninas, muito magra ( e quando eu digo muito é estilo by somália mesmo), aparelho, óculos...enfim a visão do inferno.
O guri não só nõ me dava a mínima, como ainda judiava horrrooooooores da situação. Mandava figurinhas de bala, ficava falando coisinhas pra me deixar tímida. Enfim, um graaaaannnde retardado.
Enfim que se passaram todos esses anos, e lá estou eu esperando pra assistir uma aula na facul, quando eu vi o mesmo indivíduo entrar na sala.
O primeiro pensamento foi: "Jeeeeeeeeeeeeeeeeesus...baixinho...feinho..manezinho...e malinha"
ai o sonoro O MUNDO GIRA FILHO DA PUTA logo veio na minha cabeça.
Ele sentou do outro lado, e começou a olhar, olhar, olhar, criou coragem se levantou e veio:
-Oi, Cátia? ÉS TU?
-Sim sim, sou eu!
-Tu não lembras de mim nao? O Alex, da época da escola militar?

E Alguns anos depois eis que a vingança surge (loira, linda, encho a boca e...)

- Alex? Desculpa não lembro nao!
(querendo rir por dentro)
- sério? me formei um ano antes do que tu, pegávamos ônibus juntos!
-Ah ta, ta, "acho" que sei quem é. Podes me dar licença? vou tomar água!
-Vái lá, tu mudou, tais linda heim!


CHUUUUUUPA ESSA MANGA FILHO DA PUUUUUUUUTA!


Cátia Raulino, desbocada, mal educada, porém de alma lavada!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Fluir

Eu resolvi dar o braço a torcer. Eu, o ser humano mais teimoso da face da terra, resolvi simplesmente aceitar as coisas como são, e desejar apenas que elas continuem assim.
Eu fiz o teste, e digamos que o resultado foi bem interessante.
Foi divertido (eu sou mesmo cruel) ver as coisas pelo outro lado da moeda. Ver que não é só em mim que as coisas doem, e acima de tudo ver que eu não estou sozinha nessa!!!
Foi libertador ver as máscaras de auto-suficiência serem derrubadas e as armaduras que sempre me pareceram tão difíceis de serem transpostas se demonstraram ser muito mais finas e frágeis do que eu imaginava.
Causa e consequencia, agora eu estou pronta pra deixar tudo fluir.
Amarrei minhas expectativas e coloquei-as todas juntas num saquinho e guardei, só eu sei da sua existencia agora, e isso causa muito menos desconforto aos outros.
Descobri que tudo era muito mais fácil do que eu imaginava. Percebi que assim como na IN-TER-DE-PEN-DEN-CIA o I e o A não se separam aqui. Os pólos não são opostos, e eu sou sim razão quando acho que é pláusível pra mim.
Não creias que me conheces bem, não guarde cuntigo as tuas certezas, pois elas também me guiam. Não espere de mim nada pré-conceituado. Podes guardar cuntigo aquilo que tens medo de me mostrar, mas isso não significa que eu não saiba exatamente o que é que tu escondes aí...
Deixa fluir, as certezas agora são todas minhas, os sorrisos são todos meus... e enquanto isso, eu faço de conta que tu não sabes aquilo que estás fazendo, mas agora EU sei e tá vendo? Isso já me basta!
Incrível como eu passei a precisar de muito pouco pra ser feliz.
Vai ser seja o amadurecimento!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

...

Eu tenho desejado imensamente algo de uma dificuldade muito maior do que qualquer outra coisa que eu passei.É o desejo desenfreado por algo que eu não posso palpar, por algo que eu não posso controlar, manipular, suplicar,e quem vem me deixando diferente. A sensação de ter as mãos atadas, de ter que se contentar em deixar a vida mostar o caminho.
Estou tão estranha que nem ao menos sei o que sinto me sentindo assim. Assim normal.Eu estou longe de ser o que sempre fui. No entanto ainda percebe-se a permanência dos tradicionais dilemas. Logo, nem toda essência foi perdida.
Agora eu consigo trabalhar com a idéia de que as "coisas" podem e talvez até devam ter o seu tempo determinado. E que EU sim, preciso viver feliz pra sempre, até que a morte ME separe.
Os meus 365 dias que se passam deixando as mais visíveis marcas de aprendizado.

Em silêncio então, eu agradeço, mesmo o turbilhão!

Bom final de semana gente!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pra onde tenha sol...

Ei, você aí, para de seguir as opiniões alheias! Para de buscar a perfeição, a estrelinha no caderno, o amor de novela das oito (AREBABA), um trabalho que pague bem e não canse, amigos que não sejam reais, não tenham problemas, não te abandonem de vez em sempre. Para de reclamar que sua família só tem loucos (como qualquer uma), que sobrou mes e faltou salário, que estamos no inverno, que tu engordastes um quilo.
Eu não consigo ao menos contar nos dedos quantas vezes ao dia, eu escuto: "Cah, queria estar sempre pra cima como você!, queria viver sorrindo como você! Menina será que você também chora?..." Pois bem. Eu sou um ser humano como qualquer outro. Que se apaixona e quebra a cara, que se decepciona com os amigos de vez em quando, com a família, com a vida, com a fome no mundo ou com as ações em baixa. A diferença é, ninguem precisa saber disso! Acreditem, a maioria das pessoas aplaude de pé quando sabe que a gente tá na merda! Até os considerados amigos, muitas vezes grandes vampiros enrrustidos, tentando sugar um pouco mais da gente.
Eu choro, eu me desespero, eu ja pensei em sumir, em desistir, enfim uma pessoa absolutamente normal né? O que muda, é que hoje eu sei que meus problemas são mínimos. Que o fato de faltar iogurte com fibras na geladeira porque tomei o ultimo ontem, não faz frente ás pessoas que estão há dias sem comer. O fato de eu ter engordado um quilo e uma super calça não entrar, não faz frente ao frio que muita gente passa nas noites de inverno. E eu não tô sendo politicamente correta não, quem me conhece sabe que eu vivo de sorrisos, de alto astral.
Isso não signifique que eu seja diferente.
Hoje eu exijo muito menos, de mim, dos outros, da vida. Parei de pôr a culpa em quem aparecesse primeiro e redirecionei ela ás minhas próprias escolhas. Hoje eu assumo os riscos. Saio sem guarda chuva na tempestade, sabendo do resfriado, pelo simples prazer de sentir a agua batendo no rosto.
Voltas e voltas. pra dizer pra vocês, que a simplicidade ainda não conseguiu nenhuma concorrente á sua altura. Exigência demais, traz câncer, rugas, tira o sono, e no final muitas vezes não é gratificante quanto a gente imaginava quando chegamos ao topo.
E você, precisa do que pra ser feliz?
Pra mim roda gigante, abraço de pai e mãe, uma cerveja gelada, um buteco qualquer, bons amigos, histórias de vida....não troco a simplicidade por nada nesse mundo, talvez seja por isso o sorriso, talvez seja por isso o agradecimento constante ou as orações diárias.
Em silêncio, eu agredeço, mordo a língua e repito: Levanta a bunda do sofá e vai ser feliz. Nada é perfeito, ninguem é perfeito, planajeamentos tambpem dão errado. Segue teu coração! Ou vais ficar em casa vendo lavagem de roupa suja na Márcia?
Vai! Não deixa idéias que não sejam as tuas guiarem a tua vida! Não espere muito tempo pra quebrar essa redoma!
Eu fui...e não tenho a menor pretensão de voltar atrás, á quem interessar ser feliz, siga-me!