segunda-feira, 26 de julho de 2010

Chico já dizia...


"O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
É amar mais ou menos, sonhar mais ou menos,
Ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos,
Ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos."

sábado, 24 de julho de 2010

Cáh By Sabrina



Cáh é por toda a parte. Todos os pontos cardeais. Os famosos Norte, Sul, Leste e Oeste. Os esquecidos Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste.
Cáh é em todas as direções.
Conheço a Cáh há muito tempo, mas nunca da maneira que a conheço agora.
Cáh é antena, de tudo sabe, de tudo dá notícia.
Tem uma memória invejável e lembra de frases ditas há anos.
É clássica e ao mesmo tempo moderna. O begezinho em sua nova versão rock e tatuagem.
Queria ser independente virou advogada. Queria se renovar virou gloss.
Queria ser luz, e virou luz. Luz, reflexo, projeção...
Ao mesmo tempo foco, e um ponto de referência.
Ela e eu temos pontos em comum(Além de amarmos as palavras). Ambas extremamente sinceras, sonhadoras e com a crueldade adormecida.
Trocaríamos todas as dores do mundo pela compania uma da outra, e uma bebedeira culta. Ou por um bom show de rock ou sertanejo. Somos assim também, como água e vinho.
Ela esconde as tristezas e eu faço música com o sofrimento. Ela escreve as letras mais lindas. Eu traço a melodia.
Mas somos inseparáveis. A distância não conseguiu diminuir em nada nossa dependencia uma da outra.
E não mexam com ela. Ela é uma alternativa levemente radical aos demais tipos de moças que existem na sociedade. Tem aquele bom humor que desarma, e uma vontade gigante de engolir o mundo.
É a melhor parceira de viagem que qualquer pessoa pode ter. E viagem não apenas inter-minicipais, Inter-estaduais ou ao exterior. Viagens diárias. Parceira de vida. Pra vida.
Já briguei com ela uma vez aos 12 anos. Um Bis roubado é sempre um Bis roubado. Mas somos 100% adeptas do bom mocismo. Apesar de estarmos de saco cheio de tudo isso.
Estamos aprendendo a dizer não. Muito disso ela me ensinou. (Apesar de ela nunca ter me dito não).
Vive dizendo que eu sou impossível e tenho o coração mole. EU????
O que importa é que Cáh é www. É portal do conteúdo. Como o "outro" diria: uma mulher do futuro. Sem direito a bumbum eletrônico e neurônios plastificados (alguém confere?).
Tudo em sua mente está em constante movimento.
Cáh é alta velocidade de conexão.
Cheia de vontades, padrões e romantismos camuflados por ela mesma.
Quem conhece, logo se encanta.
Eu, mais do que ninguém, sei como eu gosto dela. E acho muito engraçado seu jeito de dizer que não está nem aí para alguma coisa ou alguém, achando que vai me convencer.
Na verdade, Cáh é uma das pessoas mais divertidas que eu conheço. É meu livro de auto-ajuda. Meu convite pra me lembrar quem eu sou. Sem meias palavras ou personagens.
Fiquei imaginando o que Cáh seria se não fosse Cátia (Adoro pensar essas coisas....)
Imaginei Cáh como cantora, aeromoça de vôo internacional, integrante de reality show...
Imaginei Cáh sendo cafona (...) Tentava focar mentalmente ela vestida naqueles shortinhos e camisolões com tucanos e araras, sentada numa cadeira de plástico velha, emoldurada por um pôster da seleção brasileira de 90, com Lazaroni em destaque.
Impossível imaginar tal cena...
Impossível imaginar Cáh sem ser Cátia.
Ela é o que é.
E mesmo que não fosse Cátia, continuaria sendo um arraso.
Mas para que inverter o perfeito? Subverter o que já é ideal?
Daí esse texto. Catita como ela é.
Essa Cáh múltipla, indesfigurável, íntegra.
Doce Ironia: Cátia é tantas, em tantas formas e lugares, com tantas idéias e talentos, tantas vontades, que ela é uma só.
Indivisível, isso por mais que a ciência evolua.
Duvido que alguém invente uma forma de fragmentar Cáh. (Embora alguns integrantes do sexo masculino já tenham se aventurado....)
Desmaterializá-la é impensável. Seja porque não produzirá efeito algum (algo como "aborted mission), ou porque cada partícula jamais encontrará seu lugar exato, seu equilíbrio, sua composição correta, seus paradoxos, idiossincrasias,contrastes, choques eltétricos de brilhos e contradições. Enfim, nunca se recomporá igual ao que era quando chegar do outro lado.
O que eu tentei dizer é que Cáhs não se fazem todos os dias. E é por isso que te admiro e te agradeço por ser minha amiga há mais de 15 anos. Nada teria tanta graça sem você. Minha bolsa de mão anda vazia de vida quando não te carrego ao meu lado. Que los Angeles fica mais fria, mais escura, toda vez que eu lembro que um pedaço meu ficou aí no Brasil. O que eu quis dizer com quase um mês de atraso (tu sabes bem dos motivos), é que no dia em que tu fazes aniversário quem agradece a Deus por ti, somos nós. Tú és um presente na vida de todos aqueles que tu tocas. Te agradeço todos os dias por ter aberto meus olhos quanto ás chances que eu estava deixando passar de fazer aquilo que mais me completa por medo. Te agradeço por me dar força todas as vezes que eu pensei em arrumar as malas e desistir. Te agradeço pelos brigadeiros, pelas bebedeiras, pelos conselhos, pelos textos, pelas letras que deram vida á minha música, te agradeço por todas as vezes em que me mostrasse o lado bom da vida.

O que eu te desejo, não tem preço. Se eu disser que te desejo o mundo ainda seria pouco. Então eu te desejo um infinito de possibilidades. Te desejo acima de tudo que nunca mudes. Nunca endureças. Nunca percas a fé no outro, na vida, no amor (...)


Eu tô aqui, e tu estais aí. Mas isso não muda nada. A gente sabe. A gente sente. A gente caminha acompanhada sempre do lado do coração que a outra carrega.


Te amo! Esse texto é dedicado á tudo que tu me representas.


Sabrina Saturi - Los Angeles 24/07/2010
(A foto vai te fazer chorar tenho certeza!)


terça-feira, 20 de julho de 2010

(...)

Minha vela queima dos dois lados. Não ficará acesa a noite toda.
Mas ah, meus amigos! Mas ah, meus inimigos! É de uma luz maravilhosa"
Clarice Lispector
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Uma vez eu disse aqui, que na minha certidão de nascimento deveria vir escrito OZ, lembram?
Pois é, mesmo assim, tem hora que até eu fico meio puta. Dá vontade de chutar o balde e dançar conforme a música. Mas o surto dura poucos segundos e logo volto ao meu estado normal.
Tudo que eu vivo, só me leva á conclusão de que o mundo não combina comigo. Por mais adolescente que possa soar pra quem lê, pra mim só isso faz algum sentido, isso ou ter nascido em OZ.
Talvez eu tenha estagnado no tempo pelo fato de que sendo criança eu era maior que tudo.
E o pior é, que eu detesto ter certeza que não me contextualizei com o fato de que a modernidade exige que se cegue os sentimentos.
E acredite quando eu digo, que dessa forma tristezas e alegrias viriam apenas em doses homeopáticas.
E sabe do que mais? Que se danem os meus testes psicológicos! Eu vou estar na casa dos 60 com os mesmos fortes traços de infantilidade, desenhando botões coloridos em blusas e me sentindo insegura diante de um mundo em que sou uma estranha. E tu estarás como?
Queres a previsibilidade agora por que? Como se vive calculando os próximos passos? Quem tem certeza do que vai dar certo na vida? Te sentes culpado do que?
Se eu pegar o calendário agora e voltar dois meses...A fruta amadureceu rápido, não é?
Por mais que bananas não possuam orelhas para serem puxadas, essa espécie frutífera aprende numa rapidez impressionante. Aquilo que convém, CLARO.
Nem tudo mudou. E o que permaneceu, continua aqui, com placa fortemente fincada de protegido pelo IBAMA.
Eu arrisco mesmo, me envolvo e te dou chances de me fazer feliz.
Carente são vocês que ficam aí sozinhos por receio do tombo. Solidão é opção. E eu não falo só de amor, por mais que considere ele elemento chave do brilho todo. Eu vejo além e ainda percebo a ausência de paz aí nesse coração.
És viúvo? Tá com tuberculose? Tua casa de praia pegou fogo? A vovó rifou tua bicicleta? Então por favor, larga mão de ser comedido e deixa o sol entrar.
Aqui e aí, também dentro de ti e de mim.
Se o começo de tudo foi um caos e tu te sentes sem paz, vai a luta, eu posso te ajudar a preparar um final perfeito.
E volte ainda mais o calendário..
Eu fui capaz de aprender a valorizar em um ano.
Percebi que não sei viver longe de minha mãe e que meu sistema imunológico é baixíssimo.
Percebi que minha família significa tudo e que o meu quarto é o melhor lugar do mundo.
Percebi que tudo vale a pena pelo amor principalmente quando esse amor se chama amor próprio.
Percebi que eu mereço muito mais do que dinheiro na minha vida profissional.
Eu dei sentido para esses 25 anos de existência.
Eu fui, voltei, fiz planos, coloquei-os em prática, desisti e me sinto ainda mais forte.Eu não quero que faças o mesmo.
Eu não faria o mesmo.
Não outra vez.
Eu não sou exemplo pra ninguém, mas como boa professora eu tenho planos de te ensinar a não adiar a felicidade.
Faça as malas, meu signo mudou...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Tem dias...

Tem dias que nem o Bozo consegue ficar feliz.
Tem dias que não dá.
Tem dias que não dá pra fingir que as coisas não incomodam, não dá pra fingir que cair não dói.
Tem dias que não dá pra fingir que não dói ouvir o amigo dizendo que fomos indiferentes, no dia em que só queríamos chorar, e ele não se deu ao trabalho de perguntar se estava tudo bem.
Tem dias que não dá pra fingir que a falta de tato não magoa, que a falta de reciprocidade não machuca.
Tem dias que que não dá.
Tem dias em que a gente só queria o abraço, só queria acertar a velocidade do próprio passo.
Tem dias que conseguir não criar expectativas e sonhos em cima dos outros seria mais fácil.
Tem dias que o pouco que se recebe, comove quando é verdadeiro.
Tem dias que ingratidão e falta de consideração marcam.
Tem dias que simplesmente não dá.
Tem dias que não dá pra rir de piada sem graça, não dá pra agüentar a chatice alheia (já basta a nossa própria)
Tem dias que não dá pra gostar de comer rúcula (quem inventou essa porra?).
Chamem de TPM, de crise existencial ou o diabo. Tem dias que só uma enorme barra de chocolte com ovomaltine te entende. Desculpa, mas tem dias que não dá pra brincar de faz-de-conta. Não posso. Hoje, não.

sábado, 3 de julho de 2010

Sou Assim...







Minha dor, guardo comigo. Aprendi a ser assim desde muito nova ainda. Você pode me olhar e não fazer a mínima idéia do que se passa aqui dentro. Você pode achar que estou feliz ou que acabei de ganhar na mega-sena quando na verdade acabei de perder uma pessoa que amava. Choro quando escrevo e escrevo quando quero chorar. Minha história ninguém conhece. Minhas agonias, meus amores perdidos, meus desencontros com o meu próprio mundo. Guardo comigo. Não sei se isso é bom ou ruim. Tem gente que diz que falar ajuda a “colocar pra fora o que te faz mal”. Como vomitar em alguém. Despejar um balde de lixo na cabeça de alguém que não tem nada com isso. Não gosto dessa idéia. Sou meio homem nessas horas. Prefiro entrar na minha caverna, ficar muda sem falar com ninguém e resolver o assunto na minha cabeça. Coisas que aprendi quando percebi que muita gente torce pra que estejamos nos dando mal. Estar, a todo momento, mostrando que está tudo bem, que a vida é boa, que o amor é lindo, que ninguém tem problemas em casa. Aprendi muito cedo a disfarçar minha dor. Hoje não aceito qualquer coisa. Já aceitei demais. Não tenho que aceitar mais nada que alguém queira me impor sem meu consentimento. Aceitei calada as mazelas da vida, que desciam arranhando goela abaixo. Não aceito mais nada. Desculpe, não posso mais. Dói. Fere. Corta. Mas depois cicatriza. E toda cicatriz é uma pele mais forte. Mais resistente. Menos sensível. Segundo a Wikipédia, a cicatrização alivia a dor do corte, pois a pele se fecha novamente e só fica a marca do machucado. Concordo. Alivia a dor e depois fica a marca do que foi machucado. Não aceito que me julguem sem me conhecer. Não aceito que me conheçam pelo meu sorriso ou pela falta dele. Se eu te contar minha vida, ouça sem me interromper. Não me dê conselhos, pois o que você terá ouvido são apenas histórias e não sentimentos. Demonstre compaixão, mas jamais tenha dó de mim. Não vou me fazer de vítima, muito menos assumir uma culpa que não for minha. Não me diga onde errei. Eu sei. Conheço meus acertos mais louváveis e meus erros mais repulsivos. Se der errado, vivo meu luto de novo. Não me importo. Vai doer. Vai ferir. Vai cicatrizar e formar uma casquinha que depois sai só de passar a mão de leve como quem toca um mosquito do corpo. Bem ou mal, minha história me fez ser quem sou. Viveria cada segundo de novo como se fosse uma despedida. Talvez eu cometesse os mesmos erros. Talvez eu cometesse outros erros. Mas jamais passaria impune até aqui. Cada um sabe da sua história e só isso importa. Por isso, guardo comigo minha dor, minhas agonias e meus pesadelos mais tenebrosos. Divido as alegrias, as conquistas e os sonhos mais altos. Escrevo sobre o que eu sinto. Escrevo como uma forma de despejar meu lixo na cabeça de alguém. Acho mais limpo e igualmente purificador. Escrevo porque dor não cabe no papel – ou eu não saberia explicar. E dessa forma, minha dor continua só minha. Guardo comigo.


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Viva mais, calcule menos...

A vida (não) é assim mesmo. Ela é o que você quer que ela seja. Coisas acontecem somente quando damos abertura a elas Acho realmente que tenho sorte de já tão cedo ser capaz de dicernir comportamentos, seja por meio de olhares, uma conversa ou talvez pelo tempo. Ironicamente foi a equipe preta quem me passou essa tática. A cada tombo dado e cara quebrada, uma nova lição. Até que a cartilha terminou. Sendo assim, flores e medalhas para todas as exceções. Porque eu sei que elas existem.
Não são rezas, simpatias, promessas, estrelas cadentes ou procura profissional. São boas pessoas perfeitamente encaixadas em meus contextos, e então a oração é só aqui. Na parte em que se agradece e pede-se para que o bem estar matenha-se estável.
Não gostei quando a calmaria chegou, mas tive audácia para pedir uma mão quando tudo perdeu o controle. A afinidade com os extremos me acompanha há muito tempo. No entanto hoje eu tenho a percepcão de que o intermediário precisa ser bem vindo. Vou aprender a me relacionar de forma pacífica com as médias expectativas. É hora mesmo de fincar os dois pés no chão...
Fui o impulso desde o momento em que as coisas mudaram na minha vida. Eu tirei proveito de tudo, transformei as decepções em aprendizado, detalhes em prioridade e engoli cada minuto de cansaço. Não tinha dado vez ao vazio. Agora eu sei que não era só uma questão de ocupacão. Incorporar um personagem qualquer e adquirir fôlego não bastariam!
E é exatamente me baseando nas minhas decepções, no meu aprendizado, e na bagagem adquirida, que eu realmente preciso que tu entendas.
Por favor, não deixe que a vida decida pra ti o que é certo ou errado. Se ela é tão irônica, brinque e sejas tu com ela também. Em bobro. Canse desses padrões. Por alguns minutos do dia, esqueça o que é ético. Olhe no espelho agora: Essa é a tua prioridade!
Seja feliz pra ti, por ti, pra te ver feliz. Veja só como até esse teu redemoinho na franja lhe cai bem. Não hesite em concluir os teus desejos mais absurdos. E caso alguém retruque, podes avisar que eu mesma disse que a loucura combinava contigo. Te incomodas? Que pena! Não posso? Então melhor ainda. Só amanhã? Razão agora, pra quê? Vamos lá, ninguém mais precisa confiar no teu potencial. Tua mãe já vibrou durante anos com tuas três estrelinhas no caderno. Sejas prático, é mais fácil preocupar-se somente com o que te é favorável. Favorável agora é sentir-se bem, completo, feliz. E se o problema aqui for tua insegurança, lembre ...Alguém no mundo sempre lutou, vai te amar e precisa dos teus cuidados: Tu mesmo.
Eu vim pra te ensinar a viver...

sábado, 19 de junho de 2010

Cada um com seu Passado...

Passado é uma merda. Você começa a namorar e o passado do cidadão vem junto. É aquela melhor amiga que já foi pegueti dele um dia e agora frequenta a casa dele e convida ele pras baladas. É aquela prima que ele passou a vida inteira babando nela e de repente começa a dar bola pra ele (e você, óbvio, não tem direito de sentir ciúme de “prima”). É aquela ex-namorada que morou junto na mesma casa e dormia na mesma cama que hoje você dorme. É aquela cama, inclusive, pra onde ele levava uma mulher diferente toda semana, em que você vai ter que dormir. É aquele monte de merda que o cidadão te contava que fazia. É com isso que você vai te que conviver agora.
Ter um relacionamento, seja ele qual for, não é fácil. Ter um passado, seja ele qual for, é inevitável. Tem gente que traz um final de casamento mal resolvido. Tem gente que traz uma penca de filhos. Tem gente que traz uma ex-namorada que não sai da cola. Tem gente que traz filho que nem sabia que tinha e que aparece dez anos depois. Tem gente que traz traumas de relacionamentos antigos. Tem gente que traz medos. Decepções. E mágoas.
O passado deveria servir pra trazer aprendizado. Experiências positivas. Esperança. E ficar pra trás. O passado não deveria ser uma mala que você carrega a viagem inteira. Tudo que se vive é válido. É lindo (algumas vezes). Mas é passado. Serviu como experiência, mas passou. Passado.
Tem gente que não consegue simplesmente deixar ir. Eu tenho amiga que ainda liga pro ex-namorado depois de três anos que terminaram. O pobre coitado do sujeito já explicou mil vezes que tá namorando com outra, que vai se casar e ela não se toca. Tenho outra que coleciona namorados. Namora com um, mas continua de rolo com os ex, pelo simples fato de não conseguir largar o osso. E nisso, já está no terceiro namorado fatorial.
Seria muito bom que você pudesse interagir com alguém como se nenhuma das partes tivesse vivido experiências boas ou ruins. Como se fossem uma página em branco. Mas não é assim que funciona. Você e todo mundo têm uma memória interna. Um HD onde a gente vai salvando as coisas, deletando umas e outras por descuido – ou por querer – pra caber mais coisas de novo. E nesse HD a gente guarda tudo, desde que a gente nasceu. Pra isso serve essa memória interna. Porque é lá onde as coisas que passaram devem permanecer. Nas lembranças. Quando o passado começa a brigar com o presente, é porque alguma coisa está errada. Fora de lugar. Um deles está invadindo o espaço do outro. Seu passado é só seu. O passado do outro é só do outro. E, se esse passado não foi vivido junto no seu devido tempo, não tem porque ser vivido junto no presente.