sexta-feira, 7 de agosto de 2009

BANGUELOS

Eu desejo que todas as pessoas falsas e sem caráter percam seus dentes.
Ficaria mais fácil concordam? Evitaria tanto sofrimento! Ah e como!
Você conheceria uma mulher linda, mas quando ela lhe desse um sorriso... você daria meia e volta e adiôs querida! Sem dentes, mal sinal!
Você marcaria um encontro com aquele carinha atencioso que conheceu no msn, e que escuta todas as suas lamentações, e ai bummmmmm..chegaria lá e perceberia que lhe faltam os dentes! Querido, com licença, uma emergência preciso ir embora!

Nossa, seria tão mais simples se tais falhas fossem fácilmente identificáveis! Quanta lágrima não precisaria ser derrubada. Quanta confiança não precisaria ser atirada na lata do lixo.

Ás vezes eu esqueço que não vivo em Oz, e que definitivamente certas coisas são apenas fruto da minha imaginação. Esse tipo de gente geralmente tem os dentes até mais bonitos, que é pra chamarem atenção, e terem aquele sorriso que envolve, confunde, engana.

Imaginem o senado pro exemplo! Dentro dessa minha teoria só haveriam senadores banguelos! Nossa! Quanta viagem Cátia, fica quieta.
Por mais que esses sinais fossem bem vindos, eles realmente nao existem. Portanto, pézinho atrás sempre ajuda a evitar que a queda seja de muito alto.

Nem por isso vamos deixar de arrsicar né? Tentar viver de forma mais intensa. Porque eu aprendi, a duras penas, que por mais que as quedas sejam doloridas, e deixem marcas profundas, recomeçar é uma arte, e se reerguer...FAZ PARTE!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Máscaras

Guarde bem as primeiras impressões, mas considere somente as últimas. O ser humano tem uma capacidade incrível de confundir. Por experiência própria, não crie pré-conceitos, a não ser que sejam eles muitos, a não ser que alguns sejam antagônicos.Entenda, ou apenas engula, se amanhã teu melhor amigo pegar aquela vaga de emprego que tu tanto querias.Seleção natural como justificativa!E por favor, não sejas hipócrita! Farias o mesmo. Farias isso e um convite cara-de-pau para um chopinho de comemoração após o expediente.Só sobrevivem os mais fortes, ora essa.Abominamos o egoísmo mas ele ferve, carregamos ele por natureza.Agora, aprenda a duvidar não só dos inimigos. Deixe que eles também te ensinem.Esqueça a velha história do sexto sentido.Seja sutil.Mantenha a máscara alinhada.1,2,3 e já, esqueça tudo que foi dito. Seja uma boa pessoa e lembre-se das aulas de Ensino Religioso que te foram dadas(?): Ame o próximo como a ti mesmo.Tá, amanhã então.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Papel...

Eu nunca precisei de muita inspiração pra escrever, mas hoje acordei me sentindo feito uma folha em branco. Folha em que alguém escreveu, escreveu, escreveu, e ao final descobriu estar escrevendo sobre o tema errado, a apagou tudo.
Uma folha branca, mas com visíveis marcas daquilo que foi escrito anteriormente.
Sabe quando mesmo após a gente passar a borracha, as marcas das letrinhas ou rabiscos ficam impressas na folha?Sim. Nós também somos assim. Folhas em branco em constante preenchimento, ou, tentando apagar os rabiscos.
Há quem escreva seus rabiscos de maneira torta, há quem opte por gráficos e previsões altamente organizadas, e há quem simplesmente deixe o "lápis" da vida ter vida própria e criar seus próprios traços.
Uma ajudinha de Murphy aqui, (ajudinha?) haha. Refazendo, uma atrapalhadinha de Murphy aqui, uma ajudinha do destino ali, e a gente vai se tornando cada vez mais marcado. Escrita em cima de escrita, e mesmo que aparentemente muitas vezes não pareça, a capacidade de apagar e escrever, é ilimitada. O espaço é ilimitado.
Há quem desenhe com muita força, e acabe rasgando pedaços ao tentar apagar, e nada jamais será igual. Faltará sempre aquele pequeno pedaço, e nenhuma nova letra ou rabisco conseguirá substituir o que ali foi escrito um dia.
Há quem escreva com tamanha sutiliza, que após apagar, não há qualquer sinal ou marca do que um dia encontrava-se ali.
Hoje eu sou uma folha branca. Com um lápis na mão. Reiniciando uma nova escrita. Mas as minhas marcas são visíveis, e mesmo que eu escreva coisas lindas, elas continuarão sempre lá.
Não tenho medo de escrever nada, não tenho medo do arrependimento, da marca, do rótulo, e acima de tudo não tenho preguiça ou desanimo se for necessário apagar tudo novamente.
Que tal escrever tudo em prosa? Poesia? Partituras?...Que tal fazer diferente mais uma vez?
ALGUÉM ME EMPRESTA CANETAS COLORIDAS?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Crimes morais...

Alguém entra na sua casa, rouba suas coisas, agride você. Esse alguém cometeu, de uma só vez, vários crimes. Previstos em vários artigos da Constituição, e do Código Penal. Alguém entra na sua vida, rouba seu tempo, destrói sua confiança, agride sua auto-estima, estilhaça o pouco que resta da sua confiança no amor, ou nas pessoas. E sai ileso. Mas não seria esse o pior crime que alguém pode cometer contra outra pessoa? Agressão só é penalizada quando alguém encosta a mão em alguém? Como se pune quem causa uma ferida que não está exposta?Acredito que tomar uma surra de um boxeador deve doer menos do que ser traído. A dor física passa em algumas horas ou, em casos mais graves, alguns dias. Pra dor física, existe remédio. Pras feridas, existe curativo. Mas quem cura a dor de um coração destruído? Como se cura a dor de uma confiança perdida? O que fazer com as feridas cravadas na alma de alguém que sai na rua descrente do mundo? Como penalizar o agressor que, sem usar mãos, armas ou objetos cortantes e pontiagudos, causou ferimentos graves em alguém? Por que ninguém previu isso na lei?As pessoas lotam os consultórios psiquiátricos, se entorpecem de remédio pra ansiedade, remédio pra depressão, remédio pra pressão, remédio pra dormir, remédio pra acordar. Remédio pra viver. Pra fazer viver quem quer morrer. Remédio pro irremediável. Pra dor que não passa. Pra ferida que ninguém vê. Vãs tentativas de resolver o caos interno. As pessoas tentam remediar uma dor que parece que nunca vai ter fim, um sofrimento que vem de dentro. Bem fundo. Tão fundo que nenhum remédio ou substância tóxica é capaz de alcançar.Entendo perfeitamente crimes passionais. Entendo perfeitamente quando minha amiga diz que não consegue conversar mais com o ex-namorado porque ela tem vontade de bater nele. Entendo meu amigo que diz que preferia ver a namorada morta do que com outro. Sinceramente, entendo. Quando alguém te machuca, te decepciona, te magoa, a dor é tão grande que você quer agredir a pessoa de volta. Você se sente impotente. Enganado. Ferido. Frustrado. Dá vontade de matar. De morrer. De sumir. Seu mundo desaba bem na sua frente. Você sente que perdeu seu tempo, sua vida, sua auto-estima, suas forças. E qual a pena pro agressor nesse caso? Qual a pena pra alguém que entrou na sua vida, na sua casa, nos seus sonhos, nos seus planos e, num piscar de olhos, destruiu tudo como se tivesse esse direito?O que sempre falo com meus amigos (como se conselho valesse de alguma coisa) é que vingança não é remédio. Nem fazer justiça com as próprias mãos. Acredito que o tempo se encarrega disso. Acredito que pessoas que usam da confiança e boa vontade das outras nunca vão se dar bem na vida. Ou não vão ser felizes. Ou nunca vão conseguir amar de verdade. Ou não mereciam a gente. Ou que a gente deve agradecer por ter se livrado de um encosto. Ou sei lá o que. Nunca fui boa conselheira. Talvez essas sejam as formas da vida punir quem brinca com o coração dos outros. Não sei mesmo. Em todo caso, deseje o mal de volta pra pessoa. Não por vingança. Só pra ver se ela é forte como você...


Fernanda Mello

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O hoje...

"Longe se vai, sonhando demais,
mais onde se chega assim??
Vou descobrir o que me faz feliz,
eu caçador de mim"
Milton Nascimento


Hoje eu me denomino hoje. Bem diferente de ontem, sem esperar com tanta ânsia o amanhã. Vou em pequenos passos. Provavelmente bem menores que a maioria dos de 1985. Há dias em que aqui só se empurra com a barriga, outros de revolução intensa. Como disse há poucos, o hoje, hoje sabe de quase nada e menos ainda de si. Perdeu um pouco da fé aparentemente inabalável, não casou e fraquejou em alguns dos seus valores. Conservou certos hábitos começando por aqueles que se referem aos poucos amigos. O hoje já aceita a mortalidade. Sentiu friamente que não é um ser intocável. Ainda crê no corpo fechado, adoece pouco, mas a vida andou mostrando que a tal mola precisa periodicamente ser lubrificada. Catalisou alguns dos seus sentidos nesse meio tempo. Enxerga perfeitamente bem, enxerga fundo, enxerga o que nem sempre deseja, mas continua mais surdo que uma porta. É mais direto que antigamente, já não trabalha mais tanto com entrelinhas. Vive de poucos amores e os animais ainda estão no topo dos que mais sensibilizam. A estrada continua sendo a válvula de escape perfeita e a saudade o vilão mais famoso. Perde o sono, perde o juízo, perde a chance de ficar quieto. O hoje simplesmente irrita quando a força do hábito fala mais alto e ele resolve entrar em crise com o tempo. Não quer crescer, quer colo, quer voltar pro Pré da Tia Lú e ver o cachorro confundir ela com o poste de novo.O hoje é um incógnita previsível. Com sobra de falta de paciência e bunda grande. Que não sabe não ser tudo que é mesmo não sabendo exatamente o que seria. Com ele Deus fez tudo certo. Em especial quando resolveu jogá-lo aqui na versão mulher. Sabia que não daria certo em outro molde já que não tem saco nenhum. Está em constante e interminável processo de adaptação ao mundo. Sem muita ambição de sucesso quanto ao mesmo.O hoje esses dias deu passos enormes em direção da normalidade. Daquilo que o mundo todo almeja. Um coração em paz, um trabalho que satisfaça e um bom lugar pra terminar um dia.Como disse ele está bem diferente de ontem, o que pra esse caso vem a ser, muito melhor.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Desabafo!

Eu tinha uma vida maravilhosa diga-se de passagem. Um bom namorado, um bom emprego, amigos bacanas, uma família unida, e alguns sonhos guardados na gaveta. Fui criada numa redoma de vidro, onde mulheres não se apaixonam até ter a vida profissional totalmente bem sucedida, onde pessoas mais velhas sabem o que é melhor pra sua vida, somente porque já viveram mais, e se não passaram por situações similares, não interessa, sabem mais. Meninas "de família" e que sabiam o que querer da vida, não iam á boates, não namoravam por aí, não usavam internet pra entrar em bates papos, mesmo que fossem pra bater papo com conhecidos.
Dentro da minha criação, mulheres não são frágeis, gostam de futebol, não são subestimadas, cozinham muitíssimo bem, mas são exautivamente incentivadas a cultura. Leêm mais, viajam mais, vão mais á teatros e cinemas, visitam museus, e convivem com pessoas mais velhas.
Jóia vocês devem estar pensando, ela foi criada como alguém que não condizia com sua idade! Confere!
Aí certo dia, eu resolvo dar minhas espiadinhas fora desse mundo e descubro que haviam milhões de possibilidades que eu não havia visto. Que eu preferia conversar com o porteiro e escutar suas histórias engraçadas, do que com um ótimo conhecedor de vinhos, com toda sua cultura. Decidi que meu coração optaria sempre pela simplicidade, e que meus sorrisos eram gerados por ela.
Cheia de certezas e convicções, eu fui sozinha viver nesse mundo aí fora, e descobri que eu não havia sido criado pra viver nele. Descobri que tanto faz pras pessoas se você é boa com elas, porque quando você realmente precisa, a grande maioria delas não está lá, e ouso dizer que algumas soltam fogos internamente quando sabem de suas fraquezas. Descobri pessoas que valorizam dinheiro, mas não conseguem entender o valor de uma vida, de um sorriso, de um sol, de um abraço sincero. Descobri pessoas que dizem eu te amo sem amar, que utilizam-se dos outros apenas como váulvula de escape e passagem de tempo, até encontrarem o que definitivamente procuram, ou até terem coragem de assumir terem realmente encontrado.
Tive que procurar no dicionário o sgnificado das palavras chantagem, vergonha, desrespeito, fome, medo, injustiça, decepção e acima de tudo mentira. E eu aderi a todas elas muito bem. Foi como se ao entrar de cabeça nesse novo mundo, eu houvesse vestido um novo par de óculos, e que me fazia enxergar o que eu jamais imaginei existir.
Lá foi-se a minha teoria de um mundo cor de rosa. Chorei, questionei, gritei...e passei muiuto tempo me indagando em busca de respostas.
Aí vem o tempo, e eu resolvo dar uma nova chance a tudo, sabendo que dessa vez, eu consigo viver de acordo com a realidade, até demais pro meu gosto. Mas eu descubro que por aqui nada mudou. Nada. Passaram-se anos e as pessoas continuam iguais. Os meus sonhos e as minhas opiniões continuam secundárias, afinal de contas eu só tenho 24 anos, o que eu sei da vida né? Os erros são perdoados da boca pra fora, pois são atirados em cima de mim toda a vez que se há uma brecha pra isso. E a dor é maior. O remorso é maior. E ainda assim eu não consigo me arrepender de nada. E ninguém entende nada.
Difícil. Dói. Corrói aos poucos. Choque de ideologias que é visto como ingratidão ou pura inexperiência, quando na verdade, não são só os tempos que mudaram, mas as pessoas são diferentes, e já possuem a sua experiencia de vida, seu próprio padrão de bom/bem/mau/mal.
Não dá pra querer viver a vida do outro. Podá-lo das experiências que o fazem ser quem é, quer sejam boas, quer sejam ruins, porque as ruins também ajudam a pôr pilares mais fortes quando se reinicia a construção.
Hoje, mesmo com doses cavalares de sofrimento, e vestida do tal óculos que me faz viver de acordo com a realidade, eu sou muito mais feliz do que aquela pessoa lá em cima, que acreditava ter a vida perfeita. Hoje aprendi que o amor não tem hora pra chegar, e nem pra partir. Aprendi que mulheres podem sim ser frágeis, aprendi que alguns amigos jamais te abandonam e são esses que você deve guardar sempre.
O emprego pode vir a não ser dos melhores, mas tem a vontade de recomeçar que pinta tudo de colorido, tem o namorado que faz os dias mais bonitos, e tem os meus próprios sonhos, minhas próprias verdades, essas infelizmente muita gente não quer ouvir, e se ter suas próprias convicções é ser ingrata, então eu admito que devo ser das maiores. Não acredito em certo e errado, acredito que cada um possui uma vivência que é só sua, e que determina suas verdades.
Não tentem entender, é só um desabafo, de alguém que cansou de nunca ser boa o bastante por simplesmente pensar diferente, por ter sonhos e desejos só seus, e não aqueles que foram criados pra si pelos outros, muitas vezes em cima de suas próprias frustrações.
Nunca se esqueçam de sempre perguntar aos outros o que eles realmente querem.
Nunca se esqueçam de ser felizes de suas próprias maneiras, fazendo o que têm vontade, afinal de contas, ninguém jamais estará 100% satisfeito com você, a não ser você mesmo!

Boa quarta!

Cáh

terça-feira, 28 de julho de 2009

A favor de gente de verdade por favor!

Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Músicas. Pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, quanto carrega no bolso ou onde nasceu. Pessoas vazias são chatas e me dão sono.
Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Tem muita coisa dentro de você? Então joga fora essa porra de identidade e senta aqui. Pára de falar de rave, de viagem, de quantas horas ficou sem dormir ouvindo tuntztuntz, de quanto ganha ou de como se veste. Ok, pode falar, mas seja breve! Eu quero saber sobre voce! Você não é só uma festa, uma foto de orkut, um carro bonito que te custa caro. Você não é só um i-phone, uma tv de plasma, ou uma notícia barata na coluna social do jornal. VOCÊ É GENTE! E gente sente, sofre, chora, sente sono. E tem medo. Eu na verdade tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas uma imagem. Não para os outros (que se fodam os outros), mas para si mesmas. Meu Deus, onde vamos parar? Antes que a conversa se estenda quero esclarecer logo. Não sou hipócrita. Também adoro um auê, uma frescurinha, champagne boa. Tenho um ego chato que apaga fotos em máquinas alheias. Fico emburrada se a calça jeans não entra. Brigo cá com meus defeitos (que são fartos e meus). E acho que todo mundo os tem. Mas o que vim dizer hoje, não é isso. Ou melhor, é sim. O que eu quero falar na verdade é que: A GENTE PODE SER MUITO MAIS DO QUE ISSO. Que tal se preocupar mais com SER do que com TER, nem que seja pra variar? Me conte suas viagens, me mostre suas histórias, mas seja sincero. Você detestou aquele lugar que todo mundo ama? Na verdade você odiou? Então pra que dizer que foi uma viagem do caralho e colar aquelas fotos com gente cretina bem no meio do seu mural? Não precisa fazer linha comigo. Eu nasci desalinhada e vocês sabem. Lembre-se de quem você era, de quem voce é. (você se lembra?). É a sua essência. Tudo que há por trás do sorriso e do óculos escuro. É minha gente. Estou naqueles momentos silênciosos onde raras coisas parecem fazer sentido.Sigo a vida pelo roteiro, sou quase normal por fora pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Sempre há mais, há porquês, há poréns, a o fio da meada. Não entendo como as pessoas podem deixar guardados seus maiores tesouros, e mostrar apenas tudo que de fútil é socialmente mais aceito. Eu não entendo isso. Não entendo porque escolher o raso quando se pode escolher o fundo. E mergulhar de roupa nele. E conhecer tudo com amplitude, profundidade, entendimento. Não entendo como alguém se apaixona por uma conta bancária, ou por um carro, e não por um sorriso, por um monte de sonhos desorganizados querendo sair ao mesmo tempo, por ideologias, por uma timidez, ou até por uns defeitos maravilhosos.
Tá tudo realmente de cabeça pra baixo, ou fui eu que pirei no meio de tantas duvidas, tantas vontades, é muito querer pra uma pessoa só.
Eu já mergulhei de roupa, ejá conversei com estranhos, e aliás faço isso com tanta constância que arriscam dizer que é loucura. Eu ri sozinha dentro do ônibus dezenas de vezes, chorei de saudade, saltei sem saber se haveria chão.
E sabe do que mais? Eu tenho uma certeza que me acompanha aonde eu vou. A certeza de que eu sou gente. E DE VERDADE.


Fernanda Mello