sexta-feira, 31 de julho de 2009

Crimes morais...

Alguém entra na sua casa, rouba suas coisas, agride você. Esse alguém cometeu, de uma só vez, vários crimes. Previstos em vários artigos da Constituição, e do Código Penal. Alguém entra na sua vida, rouba seu tempo, destrói sua confiança, agride sua auto-estima, estilhaça o pouco que resta da sua confiança no amor, ou nas pessoas. E sai ileso. Mas não seria esse o pior crime que alguém pode cometer contra outra pessoa? Agressão só é penalizada quando alguém encosta a mão em alguém? Como se pune quem causa uma ferida que não está exposta?Acredito que tomar uma surra de um boxeador deve doer menos do que ser traído. A dor física passa em algumas horas ou, em casos mais graves, alguns dias. Pra dor física, existe remédio. Pras feridas, existe curativo. Mas quem cura a dor de um coração destruído? Como se cura a dor de uma confiança perdida? O que fazer com as feridas cravadas na alma de alguém que sai na rua descrente do mundo? Como penalizar o agressor que, sem usar mãos, armas ou objetos cortantes e pontiagudos, causou ferimentos graves em alguém? Por que ninguém previu isso na lei?As pessoas lotam os consultórios psiquiátricos, se entorpecem de remédio pra ansiedade, remédio pra depressão, remédio pra pressão, remédio pra dormir, remédio pra acordar. Remédio pra viver. Pra fazer viver quem quer morrer. Remédio pro irremediável. Pra dor que não passa. Pra ferida que ninguém vê. Vãs tentativas de resolver o caos interno. As pessoas tentam remediar uma dor que parece que nunca vai ter fim, um sofrimento que vem de dentro. Bem fundo. Tão fundo que nenhum remédio ou substância tóxica é capaz de alcançar.Entendo perfeitamente crimes passionais. Entendo perfeitamente quando minha amiga diz que não consegue conversar mais com o ex-namorado porque ela tem vontade de bater nele. Entendo meu amigo que diz que preferia ver a namorada morta do que com outro. Sinceramente, entendo. Quando alguém te machuca, te decepciona, te magoa, a dor é tão grande que você quer agredir a pessoa de volta. Você se sente impotente. Enganado. Ferido. Frustrado. Dá vontade de matar. De morrer. De sumir. Seu mundo desaba bem na sua frente. Você sente que perdeu seu tempo, sua vida, sua auto-estima, suas forças. E qual a pena pro agressor nesse caso? Qual a pena pra alguém que entrou na sua vida, na sua casa, nos seus sonhos, nos seus planos e, num piscar de olhos, destruiu tudo como se tivesse esse direito?O que sempre falo com meus amigos (como se conselho valesse de alguma coisa) é que vingança não é remédio. Nem fazer justiça com as próprias mãos. Acredito que o tempo se encarrega disso. Acredito que pessoas que usam da confiança e boa vontade das outras nunca vão se dar bem na vida. Ou não vão ser felizes. Ou nunca vão conseguir amar de verdade. Ou não mereciam a gente. Ou que a gente deve agradecer por ter se livrado de um encosto. Ou sei lá o que. Nunca fui boa conselheira. Talvez essas sejam as formas da vida punir quem brinca com o coração dos outros. Não sei mesmo. Em todo caso, deseje o mal de volta pra pessoa. Não por vingança. Só pra ver se ela é forte como você...


Fernanda Mello

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O hoje...

"Longe se vai, sonhando demais,
mais onde se chega assim??
Vou descobrir o que me faz feliz,
eu caçador de mim"
Milton Nascimento


Hoje eu me denomino hoje. Bem diferente de ontem, sem esperar com tanta ânsia o amanhã. Vou em pequenos passos. Provavelmente bem menores que a maioria dos de 1985. Há dias em que aqui só se empurra com a barriga, outros de revolução intensa. Como disse há poucos, o hoje, hoje sabe de quase nada e menos ainda de si. Perdeu um pouco da fé aparentemente inabalável, não casou e fraquejou em alguns dos seus valores. Conservou certos hábitos começando por aqueles que se referem aos poucos amigos. O hoje já aceita a mortalidade. Sentiu friamente que não é um ser intocável. Ainda crê no corpo fechado, adoece pouco, mas a vida andou mostrando que a tal mola precisa periodicamente ser lubrificada. Catalisou alguns dos seus sentidos nesse meio tempo. Enxerga perfeitamente bem, enxerga fundo, enxerga o que nem sempre deseja, mas continua mais surdo que uma porta. É mais direto que antigamente, já não trabalha mais tanto com entrelinhas. Vive de poucos amores e os animais ainda estão no topo dos que mais sensibilizam. A estrada continua sendo a válvula de escape perfeita e a saudade o vilão mais famoso. Perde o sono, perde o juízo, perde a chance de ficar quieto. O hoje simplesmente irrita quando a força do hábito fala mais alto e ele resolve entrar em crise com o tempo. Não quer crescer, quer colo, quer voltar pro Pré da Tia Lú e ver o cachorro confundir ela com o poste de novo.O hoje é um incógnita previsível. Com sobra de falta de paciência e bunda grande. Que não sabe não ser tudo que é mesmo não sabendo exatamente o que seria. Com ele Deus fez tudo certo. Em especial quando resolveu jogá-lo aqui na versão mulher. Sabia que não daria certo em outro molde já que não tem saco nenhum. Está em constante e interminável processo de adaptação ao mundo. Sem muita ambição de sucesso quanto ao mesmo.O hoje esses dias deu passos enormes em direção da normalidade. Daquilo que o mundo todo almeja. Um coração em paz, um trabalho que satisfaça e um bom lugar pra terminar um dia.Como disse ele está bem diferente de ontem, o que pra esse caso vem a ser, muito melhor.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Desabafo!

Eu tinha uma vida maravilhosa diga-se de passagem. Um bom namorado, um bom emprego, amigos bacanas, uma família unida, e alguns sonhos guardados na gaveta. Fui criada numa redoma de vidro, onde mulheres não se apaixonam até ter a vida profissional totalmente bem sucedida, onde pessoas mais velhas sabem o que é melhor pra sua vida, somente porque já viveram mais, e se não passaram por situações similares, não interessa, sabem mais. Meninas "de família" e que sabiam o que querer da vida, não iam á boates, não namoravam por aí, não usavam internet pra entrar em bates papos, mesmo que fossem pra bater papo com conhecidos.
Dentro da minha criação, mulheres não são frágeis, gostam de futebol, não são subestimadas, cozinham muitíssimo bem, mas são exautivamente incentivadas a cultura. Leêm mais, viajam mais, vão mais á teatros e cinemas, visitam museus, e convivem com pessoas mais velhas.
Jóia vocês devem estar pensando, ela foi criada como alguém que não condizia com sua idade! Confere!
Aí certo dia, eu resolvo dar minhas espiadinhas fora desse mundo e descubro que haviam milhões de possibilidades que eu não havia visto. Que eu preferia conversar com o porteiro e escutar suas histórias engraçadas, do que com um ótimo conhecedor de vinhos, com toda sua cultura. Decidi que meu coração optaria sempre pela simplicidade, e que meus sorrisos eram gerados por ela.
Cheia de certezas e convicções, eu fui sozinha viver nesse mundo aí fora, e descobri que eu não havia sido criado pra viver nele. Descobri que tanto faz pras pessoas se você é boa com elas, porque quando você realmente precisa, a grande maioria delas não está lá, e ouso dizer que algumas soltam fogos internamente quando sabem de suas fraquezas. Descobri pessoas que valorizam dinheiro, mas não conseguem entender o valor de uma vida, de um sorriso, de um sol, de um abraço sincero. Descobri pessoas que dizem eu te amo sem amar, que utilizam-se dos outros apenas como váulvula de escape e passagem de tempo, até encontrarem o que definitivamente procuram, ou até terem coragem de assumir terem realmente encontrado.
Tive que procurar no dicionário o sgnificado das palavras chantagem, vergonha, desrespeito, fome, medo, injustiça, decepção e acima de tudo mentira. E eu aderi a todas elas muito bem. Foi como se ao entrar de cabeça nesse novo mundo, eu houvesse vestido um novo par de óculos, e que me fazia enxergar o que eu jamais imaginei existir.
Lá foi-se a minha teoria de um mundo cor de rosa. Chorei, questionei, gritei...e passei muiuto tempo me indagando em busca de respostas.
Aí vem o tempo, e eu resolvo dar uma nova chance a tudo, sabendo que dessa vez, eu consigo viver de acordo com a realidade, até demais pro meu gosto. Mas eu descubro que por aqui nada mudou. Nada. Passaram-se anos e as pessoas continuam iguais. Os meus sonhos e as minhas opiniões continuam secundárias, afinal de contas eu só tenho 24 anos, o que eu sei da vida né? Os erros são perdoados da boca pra fora, pois são atirados em cima de mim toda a vez que se há uma brecha pra isso. E a dor é maior. O remorso é maior. E ainda assim eu não consigo me arrepender de nada. E ninguém entende nada.
Difícil. Dói. Corrói aos poucos. Choque de ideologias que é visto como ingratidão ou pura inexperiência, quando na verdade, não são só os tempos que mudaram, mas as pessoas são diferentes, e já possuem a sua experiencia de vida, seu próprio padrão de bom/bem/mau/mal.
Não dá pra querer viver a vida do outro. Podá-lo das experiências que o fazem ser quem é, quer sejam boas, quer sejam ruins, porque as ruins também ajudam a pôr pilares mais fortes quando se reinicia a construção.
Hoje, mesmo com doses cavalares de sofrimento, e vestida do tal óculos que me faz viver de acordo com a realidade, eu sou muito mais feliz do que aquela pessoa lá em cima, que acreditava ter a vida perfeita. Hoje aprendi que o amor não tem hora pra chegar, e nem pra partir. Aprendi que mulheres podem sim ser frágeis, aprendi que alguns amigos jamais te abandonam e são esses que você deve guardar sempre.
O emprego pode vir a não ser dos melhores, mas tem a vontade de recomeçar que pinta tudo de colorido, tem o namorado que faz os dias mais bonitos, e tem os meus próprios sonhos, minhas próprias verdades, essas infelizmente muita gente não quer ouvir, e se ter suas próprias convicções é ser ingrata, então eu admito que devo ser das maiores. Não acredito em certo e errado, acredito que cada um possui uma vivência que é só sua, e que determina suas verdades.
Não tentem entender, é só um desabafo, de alguém que cansou de nunca ser boa o bastante por simplesmente pensar diferente, por ter sonhos e desejos só seus, e não aqueles que foram criados pra si pelos outros, muitas vezes em cima de suas próprias frustrações.
Nunca se esqueçam de sempre perguntar aos outros o que eles realmente querem.
Nunca se esqueçam de ser felizes de suas próprias maneiras, fazendo o que têm vontade, afinal de contas, ninguém jamais estará 100% satisfeito com você, a não ser você mesmo!

Boa quarta!

Cáh

terça-feira, 28 de julho de 2009

A favor de gente de verdade por favor!

Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Músicas. Pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, quanto carrega no bolso ou onde nasceu. Pessoas vazias são chatas e me dão sono.
Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Tem muita coisa dentro de você? Então joga fora essa porra de identidade e senta aqui. Pára de falar de rave, de viagem, de quantas horas ficou sem dormir ouvindo tuntztuntz, de quanto ganha ou de como se veste. Ok, pode falar, mas seja breve! Eu quero saber sobre voce! Você não é só uma festa, uma foto de orkut, um carro bonito que te custa caro. Você não é só um i-phone, uma tv de plasma, ou uma notícia barata na coluna social do jornal. VOCÊ É GENTE! E gente sente, sofre, chora, sente sono. E tem medo. Eu na verdade tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas uma imagem. Não para os outros (que se fodam os outros), mas para si mesmas. Meu Deus, onde vamos parar? Antes que a conversa se estenda quero esclarecer logo. Não sou hipócrita. Também adoro um auê, uma frescurinha, champagne boa. Tenho um ego chato que apaga fotos em máquinas alheias. Fico emburrada se a calça jeans não entra. Brigo cá com meus defeitos (que são fartos e meus). E acho que todo mundo os tem. Mas o que vim dizer hoje, não é isso. Ou melhor, é sim. O que eu quero falar na verdade é que: A GENTE PODE SER MUITO MAIS DO QUE ISSO. Que tal se preocupar mais com SER do que com TER, nem que seja pra variar? Me conte suas viagens, me mostre suas histórias, mas seja sincero. Você detestou aquele lugar que todo mundo ama? Na verdade você odiou? Então pra que dizer que foi uma viagem do caralho e colar aquelas fotos com gente cretina bem no meio do seu mural? Não precisa fazer linha comigo. Eu nasci desalinhada e vocês sabem. Lembre-se de quem você era, de quem voce é. (você se lembra?). É a sua essência. Tudo que há por trás do sorriso e do óculos escuro. É minha gente. Estou naqueles momentos silênciosos onde raras coisas parecem fazer sentido.Sigo a vida pelo roteiro, sou quase normal por fora pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Sempre há mais, há porquês, há poréns, a o fio da meada. Não entendo como as pessoas podem deixar guardados seus maiores tesouros, e mostrar apenas tudo que de fútil é socialmente mais aceito. Eu não entendo isso. Não entendo porque escolher o raso quando se pode escolher o fundo. E mergulhar de roupa nele. E conhecer tudo com amplitude, profundidade, entendimento. Não entendo como alguém se apaixona por uma conta bancária, ou por um carro, e não por um sorriso, por um monte de sonhos desorganizados querendo sair ao mesmo tempo, por ideologias, por uma timidez, ou até por uns defeitos maravilhosos.
Tá tudo realmente de cabeça pra baixo, ou fui eu que pirei no meio de tantas duvidas, tantas vontades, é muito querer pra uma pessoa só.
Eu já mergulhei de roupa, ejá conversei com estranhos, e aliás faço isso com tanta constância que arriscam dizer que é loucura. Eu ri sozinha dentro do ônibus dezenas de vezes, chorei de saudade, saltei sem saber se haveria chão.
E sabe do que mais? Eu tenho uma certeza que me acompanha aonde eu vou. A certeza de que eu sou gente. E DE VERDADE.


Fernanda Mello

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Em silêncio eu agradeço.

Ei, você aí, pára de reclamar e vá viver a vida.
Pára de achar que coisas ruins só acontecem cuntigo e se fazer de vítima do destino. Eu já estive neste papel e garanto, não adianta de nada.
Olha pro lado, quanta coisa pra se viver, quanta coisa pra se conhecer, quanta gente pra se conhecer.
Cuidado pra não estar tão ocupado culpando a vida, e não perceber a leve batida da felicidade querendo entrar aí.
Troque de roupa, troque de casa, troque de emprego, troque de peso, de cor de cabelo, mas mude, se é isso que tu necessitas pra recomeçar, MUDE.
Mas não esqueça da mudança interna, porque sem ela, a externa de nada adianta.
Sacode a poeira, assovia pros gatinhos na rua, dança enlouquecidamente, vai de pantufa no supermercado.
Não espera ter 50 anos pra descobrir que a vida passa rápido, e o segreso está em como você decide vivê-la, coisas ruins sempre vão acontecer, e se você der espaço pra dor, ela não vai embora nunca! Acredite, eu já abri as portas pra ela muitas vezes, e pra mandar embora foi difícil.
Veste teu melhor sorriso, tua melhor roupa, teus melhores sonhos, e vai ser feliz!
Ou tu descobriu coisa melhor pra se fazer?
Eu fui ser feliz, se um dia eu voltar aqui e tiver mordido a língua, isso também não fará a menor diferença, pois o hoje, merece toda a intensidade do mundo, sempre!

sábado, 25 de julho de 2009

Vá em frente...

De repente faltam palavras. Lágrimas começam a cair, até que a angustia se esvaia completamente.Respiro, suspiro, e vou em frente.
A dor dos outros muitas vezes me dói infinitamente mais do que a minha própria.
São sentimentos, momentos, palavras...palavras...palavras.
Longe de mim dizer o famoso "eu te avisei", mas lá no fundo ele destoa de todo o resto.
Vá em frente minha amiga, mas dessa vez, busque as tuas verdades, os teus sonhos, porque a vida pode não te dar uma terceira chance.
E só mais um conselho, conserve teus amigos, os verdadeiros, afinal tu precisou ir ao fundo do poço pra entender a importancia deles, não é?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O estranho

De repente vem a tua presença outra vez e as mãos começam a tremer. Sei, pareço ter 12 anos novamente e estar vivendo meu primeiro amor, mas você é incapaz de imaginar quanto tempo eu esperei até sentir de novo algo assim. De repente eu já não consigo mais me concentrar em nada e as palavras saem embaraçadas, digitar se torna o maior desafio do mundo. Sinto borboletas no estômago, cócegas nos olhos e ar no coração. Até parece que vou sufocar de tanto sentimento. Pra sentir tudo isso? Basta você olhar! E, sinceramente, não queira saber da reação pra quando você sorrir pra mim. Daí você não entende, afinal aparentemente eu continuo ótima e até consigo falar algo legal, a gente dança em passos perfeitos e eu até consigo sorrir espontaneamente para os outros conhecidos. É, eu sei, eu disfarço bem. Depois de escrever, atuar é o que eu mais gosto de fazer!Sabe quando você faz alguma pergunta e eu te olho com cara de quem sabe o que vai dizer? Pois bem, também é uma farsa! Eu nunca sei responder quando se trata de você, muito menos quando é pra você. Ainda que você me pergunte a coisa mais óbvia, como o que vamos fazer por exemplo, ainda assim me perco toda, mas mantenho o olhar firme e dou aquele risinho de canto de boca infalível, assim nem você e nem ninguém notará a festa que eu estou dando por dentro e o caos que você causa em minhas estruturas internas.Tenho que parar com tanta euforia, eu sei. Afinal qualquer hora dessas vou acabar desmaiando sobre você e você me olhando com cara de quem não sabe o que essa louca tem. Provavelmente quando eu acordar em teus braços vou desmaiar de novo, achando que eu só posso é ter surtado de vez!E agora eis o que me destrói: Tua calma. Você parece tão sólido, concreto, absoluto. E eu sou tão frágil! Nada em você demonstra sentimento, nada em você demonstra desejo, você é aquele ser impenetrável, que a gente busca nos olhos uma resposta e só fica mais confuso. Se eu acho ruim? Nunca! Dizer que eu não gosto seria me fazer de tola diante de mim mesma, a verdade é que eu adoro. Adoro esse teu jeito distante, inalcançável, porque bom mesmo é o que é difícil. Não que você seja difícil, mas ao menos você age fora do normal. A sua segurança com as palavras, teu sorriso discreto apropriado, como pode alguém conseguir manter tanto equilíbrio? Embora eu tenha certeza que abalo você, as vezes chego até a ficar confusa.Mas é aí que tá, eu gosto da confusão. Gosto de não saber como agir, não saber como falar. Gosto do sabor do diferente, do novo e indecifrável. É, indiscutivelmente, por essa tua cápsula protetora que você mexe comigo.Eu tô cansada de saber o que fazer, como agir, o que dizer. Eu nunca sei o que você espera de mim e é assim que eu te descubro todos os dias, em todos os sentidos. É essa insegurança causada por você que me mantem tão atraída.Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece, pois bem, eu não acredito nessa filosofia. Porém na filosofia de que um estranho é capaz de abalar tuas estruturas de tal maneira que você mal consegue manter a respiração, sim eu acredito! Na filosofia de que paixão é um mal que vem e devasta tudo, te fazendo guardar pra sempre a lembrança do fogo no vento que te levou... Nessa filosofia, depois de vivê-la, eu não só acredito como posso dizer, não tem nada igual. E agora eu acredito também, que quando bem dosada e administrada, a paixão vem, e fica! Ah... e como fica!