sábado, 30 de julho de 2011

Felicidade…

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Felicidade é a gente que faz já diria o poeta, certo?

E eu faço a minha…quem conhece sabe, sinto tudo com uma intensidade infinitamente maior. Quando eu gosto, GOSTO, cuido, trago pra perto de mim. Quando não gosto, me engasga a alma, me dá nó na garganta.

Não sou muito de lamentação, sou de sentir a dor, limpar a poeira, chorar as lágrimas, vestir um sorriso novo e encarar a vida.

Já deixei muita coisa de lado em razão de felicidades que não eram minhas. Hoje não deixo mais.

Já descuidei de mim pra cuidar dos outros. Hoje, não deixo mais.

Já achei que tinha encontrado o grande amor da minha vida. O sentimento mais calmo e sereno que se pode sentir. E descobri que havia colocado a pessoa em um pedestal alto demais. Descobri que havia fechado os olhos pra todos os sinais que a vida, e MUITAS pessoas haviam tentado me mostrar.

Já me doei, doei medula, doei sangue, doei tempo, coração e suor.

Já fui de muitos amigos. Hoje sou de muitos colegas e companheiros e de poucos amigos. E desconfio que quanto mais o tempo passa, menor ainda é a quantidade de pessoas que estão no seleto grupo de amigos, e Obrigada Deus por isso, QUALIDADE.

Sou de família, uma família cheia de defeitos, mas MINHA. Os meus pontos de apoio. Meus presentes de Deus.

Sou pra levar junto, pra viver junto, pra desfrutar, pra sugar, pra crescer. Sou o tipo de pessoa que não se encontra fácil por aí. Sou o tipo errado de pessoa certa. Sou sorriso, MUITO sorriso.

Sou viagens, mochilões, sou liberdade e compania.

Os anos passam, a maturidade aumenta com o número de velinhas do bolo a cada ano. O que não muda é a ideologia em coisas que façam sentido.

Eu tenho planos de não adiar a felicidade…

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cristais

A vida deveria ser menos brusca as vezes.

Recentemente quebrou-se um dos meus cristais mais límpidos.

Aquele que a gente quer carregar junto a vida toda, e a cada mudança embala com todo cuidado pra nao se quebrar, coloca plástico bolha, jornal, carrega com a maior das precauções.

Bom, ele foi atingido em cheio por uma larga dose de realidade, e ela dura né?

Quebrou-se. Quebrou-se e não há cola no mundo que concerte.

Meu cristal voltou a ser um desses vasos comuns, meio tortos, meio mal colados. Daqueles que a gente insiste em guardar sabendo que já não presta, ocupa espaço, e jamais sera bonito como antes.

Meu cristal, ali onde eu pus, me traz lágrimas aos olhos pois um dia já achei que ele iria comigo pra toda uma vida.

Mas, seres inanimados também tem energias. E ele sempre tentou me mostrar que era isso, um cristal, claro porém frio, manuseável sempre com cuidado, á distancia.

Eu me enganei e achei que poderia sim, cuidar dele de forma correta. Durante algum tempo tirei o pó todos os dias, mudei de posição, coloquei flores dentro, e tentei dar a ele a vida que eu ansiava que ele tivesse.

Quebrou-se, e talvez nunca tenha estado realmente inteiro.

Quebrou-se e mais uma vez provou que na vida, pequenos choques mudam rumos, mudam feições, mudam destinos.

Nas lembranças, ficarão apenas as imagens de quando ele estava brilhando, pois não quero carregar comigo a imagem de vê-lo aos cacos.

Vou em frente, nenhum baque me mata ou derruba… não “sou deus” como ja me disseram pensar, mas sei a hora de juntar os meus cacos e jogá-los fora.

Metáforas…ah! as metáforas…

sexta-feira, 22 de julho de 2011

EMPATIA

Definitivamente, a pior coisa que alguem pode fazer quando o outro está passando por uma má fase, é errar ao tentar utilizar a boa e famosa EMPATIA.

Colocar-se no lugar do outro, necessita que saibamos enxergar com os olhos dele.

Não adianta colocar-se ali e tirar nossas conclusoes diante das nossas próprias sensações.

Não utilize palavras rudes se elas funcionariam com voce.

Não tente proteger pois voce gostaria de ser protegido.

Quando alguém passa por uma fase ruim, a pessoa adota suas próprias posições de forma a lidar com aquilo da melhor maneira possível. Ela monta sua própria tática pra driblar aquilo.

Por isso, vista a carapuça desse texto sim, e aprenda que cada um sabe aonde algo lhe dói, e cada um escolhe como lidará.

Amigos aprendem a assistir e apoiar mesmo quando o outro toma decisões erradas.

Livre arbitrio.

Compreenção, se você não herdou geneticamente, desenvolva por sí só.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Histórias de vida…

 

Toda história tem dois lados, e este é o meu:

 

Precisavam de novas direções. O encontro que talvez tenha causado mudanças repentinas e bruscas em ambas as vidas, o encontro que deixara cicatrizes e marcas de esperança na alma, ia assim chegando ao fim.

Não por mágoa, soberba, ou falta de fé na proporção incrível que aquilo tomara.

Não por falta de fé. Nunca admitiram os incrédulos.

Era hora, e bastava. Como todo livro que vira best seller, este também era composto por começo, meio e fim. Não havia mais espaço para os tres pontos no final.

Uma vírgula? Quem sabe uma pequena pausa?

Ela se apegou como criança em loja de doces de que seria isso. Porém, errara. E não demorou muito até perceber que havia voltado a enxergar a realidade. Havia entendido o real significado e importancia daquilo tudo.

E por mais que todas as pessoas tivessem razão, ela não aceitava nenhuma das pequenas verdades, pois ela havia vivido aquilo que considerava real.

Foram-se os questionamentos ralo a baixo junto com a água que cobria o seu rosto enquanto lavava o corpo e a alma pra tirar qualquer resquício daquele capítulo.

Ela não deixou de acreditar em Deus, ela não abaixou a cabeça para o amor.

Ela sabe que no fundo, a alma sente e a boca cala.

Ela preveu o futuro do pretérito que o assolaria, em 20 dias, 5 anos, 40 anos…

Ela havia entendido. Não apenas aceitado porém aprendido.

Tomou um banho, maquiou-se, vestiu seu melhor vestido e seu melhor sorriso. E sorriu, como sempre, sorriu.

E, pra sua surpresa, o mundo sorriu de volta.

E agora?

Página em branco, capítulo novo, prefácio antigo.

Porque nem toda essencia foi perdida. No silência então ela (eu) agradeceu… e ainda agradece Smiley piscando

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Recolher-se

Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos."

 

Lya Luft

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Não é Fácil…

Tá certo que os últimos dois meses foram uma barra. Perder pessoas que a gente ama nunca é fácil, concordam? Perceber que alguns ideais já se cansam ao tentarem permanecer intocáveis diante de tanta falta de realidade, também não é moleza, certo? Dar vez a realidade frente ás expectativas, nem sempre desce fácil pela garganta…

Pois é, quedas a parte, minha sorte definitivamente é que meus ossos não são feitos de vidro, caso contrário jamais conseguiria suportar os baques da vida.

Pelo menos foi desse meu jeito atípico que camuflei as esperas e dores mais longas e cruéis da minha vida. Vai ver foi esse o meu mecanismo utilizado para que tudo doesse menos e por menos tempo. Pra manter ainda disposto o coração.

O que de fato perturba é ter ainda a sensibilidade de uma criança. E o pior, junto de uma bagagem e a visão real do que é o mundo hoje.

Com 25 anos eu acho horrível o meu discernimento. E não sei ainda e o difícil é crescer ou compreeender.
Então eu prefiro ficar assim, a banalizar o que pra mim não é aceitável.

Recuso-me a acreditar que os homens são todos iguais, que os sonhos tem preços, que as pessoas tem preços e que passar por cima dos outros seja tão fácil pra 90% das pessoas.


Que se danem os meus testes psicológicos! Eu vou estar na casa dos 60 com os mesmos fortes traços de infantilidade, desenhando botões coloridos em blusas e me sentindo insegura diante de um mundo em que sou uma estranha.
E que a vida me permita permanecer estranha em um mundo que se tornou tão estranho…

domingo, 29 de maio de 2011

Obrigada…

Dizer que durante esse tempo todo conseguia ver, mesmo que só o brilhinho, daquela tal luz no final do túnel seria uma mentira. Eu reconhecia o exagero do momento,  mas não via outro ângulo para a felicidade que não fosse aquele.
Até porque era realmente sensacional a cena vista daquele cume alto que eu havia criado. Com um pouco de esperança e zero realismo, cria-se de tudo.
No meu caso, montanhas de gelo que derretem com o passar dos meses. Até que tu sintas os dois pés tocando o chão.
O chão que é tão banal e que todos falam com tanto orgulho: "Enfim, fixei meus pés no chão!" Pois que grande bosta é pisar aqui. Eu prefiro as brasas, ou o gelo que seja.
Doeu demais chegar até esse fim da linha. E por mais que eu jé respire normalmente e a maioria dos nós na garganta já tenham se desamarrado, não sei se gosto do que vejo. Eu estou me adaptando! O coração anda batendo no mesmo ritmo há dias. E talvez eu precise mudar meu nome. É atí­pico demais não me ver lutando, rindo sozinha ou chorando pelos cantos. O tempo simplesmente passa. O passado já não incomoda mais e nem o futuro causa dor no estômago. Não confundo nomes. Não deixo de comprar meu doce preferido, para comprar o outro que agrada. Todos os compromissos na agenda se referem apenas a mim. Eu puxo apenas a metade da colcha todos os dias e só tenho comprado esmaltes escuros. Agora eu preciso de concentração para lembrar os porquês.
Eu estou longe de ser quem eu sempre fui. Em um momento lúcido, imune dos meus grandes dramas. Vivendo paixões regradas e relações aparentemente saudáveis. Sem beijos que ardem e sem brigas que ferem.
Eu estou longe de ser o que sempre fui e muitos sabem o quanto é estranho me ver sendo envolvida por essa nova identidade tão comedida. É algo natural, eu sei e que esses "muitos" me previniram; iria chegar. Eu só precisava respeitar o meu tempo. Eu respeitei então o tempo, sem querer. A maior e mais resistente de todas as cicatrizes parece agora estar fechada. Estou tão estranha que nem ao menos sei o que sinto me sentindo assim. Assim normal.
Eu estou longe de ser o que sempre fui. No entanto ainda percebe-se a permanência dos tradicionais dilemas. Logo, nem toda essência foi perdida.
Em segredo então eu agradeço.