quarta-feira, 22 de abril de 2009

Em frente...

Talvez fosse pretensão minha achar que dominava tão bem a vida. Alguns dos meus melhores conceitos foram derrubados por ninguém menos do que a própria autora. Não me sinto tão forte e menos ainda completamente madura. O que de fato melhorou dentre os sentidos foi a visão. Eu vomitava valores mundo afora esquecendo dos meus mais importantes. Não basta pregar.Havia esquecido por um significante período que os meus mais valiosos tesouros estavam aqui, nos quartos ao lado. A mira, por exemplo, andava péssima. Aquela velha história de direcionar “coisas” e ser devota “daquilo” que não merece. Já não brilha mais. E por falar em brilho, eu também já fui estrela. Durante certo tempo foi bom ser uma estrela. Até que suguem toda tua luz é bom ser estrela. E como estrelas não choram, eu preferi ser gente.Eu decidi mudar e ver de outra posição aquele mundo que eu já tinha visto. Eu resolvi pisar fundo nele. E mesmo um pouco perdida, acredito que esteja me saindo bem. Muitas coisas tornaram-se mais saudáveis e estáveis, principalmente em matéria de relacionamentos humanos. O mundo real é o que me satisfaz. O contato, o olho no olho, um abraço, assistir o pôr do sol, um café forte pela manhã... Foram essas coisas tão aparentemente banais que criaram os meus melhores momentos. Não desmerecendo a eficiência dos protagonistas, é claro.Em outras vidas eu fui um pêndulo. Tradicionalmente, eu pareço uma idosa. O convívio excessivo com qualquer coisa me faz ter surtos terríveis de abuso. Seja com o controle remoto, com um parente, algum professor e até com os pobres gatinhos lá de casa, E foi através desse meu transtorno bi-polar que eu descobri que quero casar. Percebi que “no meio de tanta gente chata e sem nenhuma graça” alguém vai ter que fugir totalmente a essa regra.Durante boa parte do tempo eu vivo em harmonia com o passado. Em boa parte do tempo eu conto dias. Em boa parte do tempo eu desisto. Na boa parte do tempo eu simplesmente vivo. E a grande diferença é que hoje eu faço isso com vontade e sorrisos. É emocionante começar o dia indo com sede ao pote, almejando o melhor. E o manual diz, não deseje só para si. Condição difícil essa, mas que conta bastante na rodada final.Como há 23 anos eu continuo sendo uma tola. Sentando na calçada com os totózinhos, enjoando ao andar de ônibus, com uma certa pré-disposição ao drama, achando que certas coisas só acontecem comigo mesmo. De uma forma significante, se falarmos em números, hoje eu confio em pouquíssimas pessoas. E não lamentem por isso, por Deus! Eu confio em mim e isso talvez já bastasse. Porém eu sei, não somos auto-suficientes. Então por isso( e outros milhares de motivos) Dona Emília, dure anos. Se possível seja o meu highlander.Vocês agora esperam o balanço em relação ao coração, certo? E eu só posso dizer que balanço não seria uma palavra apropriada agora. Nunca vi o bichinho tão sossegado, como se tudo estivesse em seu devido lugar e ainda fosse primavera. Uma calmaria que chegou pra ficar há cinco meses.Eu já gosto do tempo. Na verdade hoje eu abuso dele. Quando desejo, posso pará-lo. Quando eu menos espero, ele já era. É só olhar para os lados, já meio de ano...são os meus dias passando e a vida me mostrando que não espera!

2 comentários:

Compondo o olhar ... disse...

é assim mesmo... qdo nos damos conta... o tempo se foi, passou e nem percebemos!!! adorei seu post...

tem selinho para vc no meu blog, dá uma passadinha lá para pegá-lo.

bjocas

Samy Silva disse...

Ohhhhh minhaaa looorrraaaa =)