domingo, 21 de outubro de 2012

PROMESSAS

Talvez eu precise de um pouco de inspiração pra começar.

Criei coragem, pesei os prós e contras, e por um bucado de coisas que definitivamente só eu sei, tomei uma deicsão difícil lá no começo do ano.

Eu nunca quis que as pessoas envolvidas soubessem que a decisão tinha alguma coisa a ver com elas, mas de fato embora eu jamais me arrependa de nada nessa vida, a lição do ano consiste em não depositar nossa felicidade em promessas alheias.  E me desculpem os que acharem que existe um pouco de amargura no comentário anterior, mas eu sou campeã em achar que o que me prometem vai ser cumprido. A campeã do positivismo, essa estrelinha pode colocar aí.

E que grande bosta. Onde é que isso me leva? De certa forma a uma vida mais intensa do que a da grande maioria, porém que peca em matéria de estabilidade emocional.

Decidi que dois meses são minha meta. Decidi que daqui pra lá muita coisa vai mudar, e só existem duas opções nessa encruzilhada, pra melhor ou pra definitivamente muito melhor.

E ta vendo? Eu não disse que era positiva demais?

Eu definitivamente não aprendo.

O que de fato mudou é que as promessas agora serão só minhas para mim, nada de outras pessoas envolvidas.

Em 2013 tudo vai mudar, preparem-se…

sábado, 28 de julho de 2012

Recolher-se

Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos."



Lya Luft

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

LUTO

Hoje tem estrela nova no céu...

Ainda nao tenho palavras...mas vai com deus meu amigo.

Angel Raiter... "Brilha onde estiver..."

domingo, 28 de agosto de 2011

Saudades

Eu sinto saudade dos planos utópicos, de dar sem receber, de receber sem nem ao menos merecer.
Das cartas apaixonadas, recheados de exagero. Dos sonhos minimalistas, com casa de cerquinha branca. De se ter um referencial, de me apaixonar sem conseguir medir. Da convicção no amor.
Saudade de acreditar que em 2 pode-se mudar o mundo. De travesseiros molhados por insegurança e medos da perda. De ser aquela mulherzinha clássica, de me alimentar de alguém.
Saudade do fogo e dos ciúmes. Da auto suficiência que se existe quando se está apaixonado. Saudade de querer criar dialetos quando "eu te amo" torna-se pouco e comum demais. De questionar se o meu muito, não está sendo pouco. Da fé em algumas instituições.
De crer piamente que posso encarar guerras e forcas por alguém que não seja eu.
Saudade de desconhecer o fato de que realmente sei andar sozinha. De depositar todas as certezas e sentidos da vida em outro. De não pensar primeiramente em mim. Saudade de um dos lados que desapareceu.
Saudade de quando eu acreditava que tudo podia ser pra sempre.

Saudade da inocência que se foi com o passar dos anos.
Saudade de alcançar as estrelas...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Saúde

 

 

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“Quero mais, saúde. Me cansei de mudar de opinião..sobre como ter um mundo melhor.

(…)Mas ninguém sai de cima desse chove não molha, só sei que agora, eu vou é cuidar mais de mim…”

 

 

 

 

Saúde. Palavrinha Mágica de 5 letras que abre portas.

Perca a sua e descubra a quantidade enorme (ironia) de amigos reais que tu tens.

Descubra que aquela menina que te fazia compania nas festas, só quer a sua compania nas festas.

Descubra que o amigo, considerado mais importante de todos, contenta-se com uma mensagem e uma tentativa de ligação e diz: “seu cel estava desligado”! Ah ops, sim, ele tem o telefone da sua casa. E sim, quando se trata de saber que as pessoas se preocupam, não ligamos se somos incomodados.

Por outro lado…descubra pessoas que jamais imaginava te darem tamanho valor. Descubra o REAL significado da palavra COMPANHEIRISMO. É a pessoa que te leva ao hospital, fica com você o dia INTEIRO lá, briga com as enfermeiras por sua causa. É a pessoa que só vai embora no sábado quando você dorme. É a pessoa que volta no domingo, e não liga se esta um tremendo sol lá fora, e fica ali te fazendo compania. É a pessoa que vai embora pra tomar banho e jantar, e volta só pra te trazer algo gostoso pra comer.

Eu acho que a vida de alguém que fica doente, passa por um divisor de águas nessas horas.

Tem uma pessoa na minha vida, que há alguns meses atrás eu correria o telefone alucinada pra atender, ou ficaria com o telefone na mão esperando ligar.

Essa mesma pessoa, não sabe disso, mas perdeu esse lugar há meses atras num divisor desses.

Meu pai esteve doente, e eu estive sozinha lá…quando a talvez única pessoa esperada ao meu lado era essa. No dia eu acreditava haverem motivos. Dois dias depois isso caiu por terra junto com 50% da minha “devoção” e “admiração pessoal”…

Vocês estão vendo?

São estes momentos mais graves, onde verdadeiramente enxergamos as pessoas sem a famosa LENTE DE AUMENTO.

É como a teoria Freudiana do suco de laranja. Uma vez que se sinta o gosto de um suco feito com laranjas estragadas, toda a memória afetiva do suco feito pela mãe, que trazia sensação de proteção é permanentemente apagada. Trocada pela nova sensação.

Assim são as imagens das pessoas durante momentos divisores de águas.

Nossa memória afetiva, grava as novas sensações geradas por cada uma delas.

E eu comprovei isso.

E Deus me deu a possibilidade de sair inteira, e saudável pra tentar novamente, mas desta vez, perto das minhas verdades. Pois como eu já repeti pra alguém certa vez, elas são isso, verdades…!

domingo, 14 de agosto de 2011

Recomeços…

 

 

 

 

 

Faz quatro meses que a unica pessoa que me faz efetivamente feliz é aquela que eu vejo no espelho todos os dias.

Coração tranquilo, sereno.

Nada de amores, nada de prepocupação, noites mal dormidas ou sonhos desconexos.

Embora a rádio corredor tenha me apontado como ficou com fulano ou ciclano, minha prioridade tem sido minha saúde a muito tempo, e nao homens…

Hoje, me sinto PLENAMENTE feliz…

E obrigada a DEUS por isso…

Tirando a saudade da Dona Estelita, que me visita as vezes e traz um pouco de tristeza, a vida está ficando do jeito que eu quero.

A mulher que está aqui hoje, conseguiu esquecer e ir em frente, a mulher que está aqui hoje, percebeu a sutil diferença entre construir uma casa com ou sem fundação…

BASE.

Palavrinha simples, mas que a gente deixa escapar por entrelinhas, e só se dá conta quando tudo desmorona..

Estou construindo a minha em cima de um solo preparado, e de forma correta desta vez..

Sem precipitções, precipícios, ou o que quer que seja.

Tu estais se perguntando se é uma metáfora,  e efetivamente é…

Simplesmente SINTA..sinta teus pés tocando no chão. Sinta a estabilidade e o reprise de uma história que se dá em círculos.

Falta coragem pra não cair em repetição…

Falta direção…

Falta alguma coisa, que eu sei bem o que é, e talvez só te toques lá na frente..

Então eu repito: SINTA!

sábado, 30 de julho de 2011

Felicidade…

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Felicidade é a gente que faz já diria o poeta, certo?

E eu faço a minha…quem conhece sabe, sinto tudo com uma intensidade infinitamente maior. Quando eu gosto, GOSTO, cuido, trago pra perto de mim. Quando não gosto, me engasga a alma, me dá nó na garganta.

Não sou muito de lamentação, sou de sentir a dor, limpar a poeira, chorar as lágrimas, vestir um sorriso novo e encarar a vida.

Já deixei muita coisa de lado em razão de felicidades que não eram minhas. Hoje não deixo mais.

Já descuidei de mim pra cuidar dos outros. Hoje, não deixo mais.

Já achei que tinha encontrado o grande amor da minha vida. O sentimento mais calmo e sereno que se pode sentir. E descobri que havia colocado a pessoa em um pedestal alto demais. Descobri que havia fechado os olhos pra todos os sinais que a vida, e MUITAS pessoas haviam tentado me mostrar.

Já me doei, doei medula, doei sangue, doei tempo, coração e suor.

Já fui de muitos amigos. Hoje sou de muitos colegas e companheiros e de poucos amigos. E desconfio que quanto mais o tempo passa, menor ainda é a quantidade de pessoas que estão no seleto grupo de amigos, e Obrigada Deus por isso, QUALIDADE.

Sou de família, uma família cheia de defeitos, mas MINHA. Os meus pontos de apoio. Meus presentes de Deus.

Sou pra levar junto, pra viver junto, pra desfrutar, pra sugar, pra crescer. Sou o tipo de pessoa que não se encontra fácil por aí. Sou o tipo errado de pessoa certa. Sou sorriso, MUITO sorriso.

Sou viagens, mochilões, sou liberdade e compania.

Os anos passam, a maturidade aumenta com o número de velinhas do bolo a cada ano. O que não muda é a ideologia em coisas que façam sentido.

Eu tenho planos de não adiar a felicidade…

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cristais

A vida deveria ser menos brusca as vezes.

Recentemente quebrou-se um dos meus cristais mais límpidos.

Aquele que a gente quer carregar junto a vida toda, e a cada mudança embala com todo cuidado pra nao se quebrar, coloca plástico bolha, jornal, carrega com a maior das precauções.

Bom, ele foi atingido em cheio por uma larga dose de realidade, e ela dura né?

Quebrou-se. Quebrou-se e não há cola no mundo que concerte.

Meu cristal voltou a ser um desses vasos comuns, meio tortos, meio mal colados. Daqueles que a gente insiste em guardar sabendo que já não presta, ocupa espaço, e jamais sera bonito como antes.

Meu cristal, ali onde eu pus, me traz lágrimas aos olhos pois um dia já achei que ele iria comigo pra toda uma vida.

Mas, seres inanimados também tem energias. E ele sempre tentou me mostrar que era isso, um cristal, claro porém frio, manuseável sempre com cuidado, á distancia.

Eu me enganei e achei que poderia sim, cuidar dele de forma correta. Durante algum tempo tirei o pó todos os dias, mudei de posição, coloquei flores dentro, e tentei dar a ele a vida que eu ansiava que ele tivesse.

Quebrou-se, e talvez nunca tenha estado realmente inteiro.

Quebrou-se e mais uma vez provou que na vida, pequenos choques mudam rumos, mudam feições, mudam destinos.

Nas lembranças, ficarão apenas as imagens de quando ele estava brilhando, pois não quero carregar comigo a imagem de vê-lo aos cacos.

Vou em frente, nenhum baque me mata ou derruba… não “sou deus” como ja me disseram pensar, mas sei a hora de juntar os meus cacos e jogá-los fora.

Metáforas…ah! as metáforas…

sexta-feira, 22 de julho de 2011

EMPATIA

Definitivamente, a pior coisa que alguem pode fazer quando o outro está passando por uma má fase, é errar ao tentar utilizar a boa e famosa EMPATIA.

Colocar-se no lugar do outro, necessita que saibamos enxergar com os olhos dele.

Não adianta colocar-se ali e tirar nossas conclusoes diante das nossas próprias sensações.

Não utilize palavras rudes se elas funcionariam com voce.

Não tente proteger pois voce gostaria de ser protegido.

Quando alguém passa por uma fase ruim, a pessoa adota suas próprias posições de forma a lidar com aquilo da melhor maneira possível. Ela monta sua própria tática pra driblar aquilo.

Por isso, vista a carapuça desse texto sim, e aprenda que cada um sabe aonde algo lhe dói, e cada um escolhe como lidará.

Amigos aprendem a assistir e apoiar mesmo quando o outro toma decisões erradas.

Livre arbitrio.

Compreenção, se você não herdou geneticamente, desenvolva por sí só.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Histórias de vida…

 

Toda história tem dois lados, e este é o meu:

 

Precisavam de novas direções. O encontro que talvez tenha causado mudanças repentinas e bruscas em ambas as vidas, o encontro que deixara cicatrizes e marcas de esperança na alma, ia assim chegando ao fim.

Não por mágoa, soberba, ou falta de fé na proporção incrível que aquilo tomara.

Não por falta de fé. Nunca admitiram os incrédulos.

Era hora, e bastava. Como todo livro que vira best seller, este também era composto por começo, meio e fim. Não havia mais espaço para os tres pontos no final.

Uma vírgula? Quem sabe uma pequena pausa?

Ela se apegou como criança em loja de doces de que seria isso. Porém, errara. E não demorou muito até perceber que havia voltado a enxergar a realidade. Havia entendido o real significado e importancia daquilo tudo.

E por mais que todas as pessoas tivessem razão, ela não aceitava nenhuma das pequenas verdades, pois ela havia vivido aquilo que considerava real.

Foram-se os questionamentos ralo a baixo junto com a água que cobria o seu rosto enquanto lavava o corpo e a alma pra tirar qualquer resquício daquele capítulo.

Ela não deixou de acreditar em Deus, ela não abaixou a cabeça para o amor.

Ela sabe que no fundo, a alma sente e a boca cala.

Ela preveu o futuro do pretérito que o assolaria, em 20 dias, 5 anos, 40 anos…

Ela havia entendido. Não apenas aceitado porém aprendido.

Tomou um banho, maquiou-se, vestiu seu melhor vestido e seu melhor sorriso. E sorriu, como sempre, sorriu.

E, pra sua surpresa, o mundo sorriu de volta.

E agora?

Página em branco, capítulo novo, prefácio antigo.

Porque nem toda essencia foi perdida. No silência então ela (eu) agradeceu… e ainda agradece Smiley piscando

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Recolher-se

Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos."

 

Lya Luft

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Não é Fácil…

Tá certo que os últimos dois meses foram uma barra. Perder pessoas que a gente ama nunca é fácil, concordam? Perceber que alguns ideais já se cansam ao tentarem permanecer intocáveis diante de tanta falta de realidade, também não é moleza, certo? Dar vez a realidade frente ás expectativas, nem sempre desce fácil pela garganta…

Pois é, quedas a parte, minha sorte definitivamente é que meus ossos não são feitos de vidro, caso contrário jamais conseguiria suportar os baques da vida.

Pelo menos foi desse meu jeito atípico que camuflei as esperas e dores mais longas e cruéis da minha vida. Vai ver foi esse o meu mecanismo utilizado para que tudo doesse menos e por menos tempo. Pra manter ainda disposto o coração.

O que de fato perturba é ter ainda a sensibilidade de uma criança. E o pior, junto de uma bagagem e a visão real do que é o mundo hoje.

Com 25 anos eu acho horrível o meu discernimento. E não sei ainda e o difícil é crescer ou compreeender.
Então eu prefiro ficar assim, a banalizar o que pra mim não é aceitável.

Recuso-me a acreditar que os homens são todos iguais, que os sonhos tem preços, que as pessoas tem preços e que passar por cima dos outros seja tão fácil pra 90% das pessoas.


Que se danem os meus testes psicológicos! Eu vou estar na casa dos 60 com os mesmos fortes traços de infantilidade, desenhando botões coloridos em blusas e me sentindo insegura diante de um mundo em que sou uma estranha.
E que a vida me permita permanecer estranha em um mundo que se tornou tão estranho…

domingo, 29 de maio de 2011

Obrigada…

Dizer que durante esse tempo todo conseguia ver, mesmo que só o brilhinho, daquela tal luz no final do túnel seria uma mentira. Eu reconhecia o exagero do momento,  mas não via outro ângulo para a felicidade que não fosse aquele.
Até porque era realmente sensacional a cena vista daquele cume alto que eu havia criado. Com um pouco de esperança e zero realismo, cria-se de tudo.
No meu caso, montanhas de gelo que derretem com o passar dos meses. Até que tu sintas os dois pés tocando o chão.
O chão que é tão banal e que todos falam com tanto orgulho: "Enfim, fixei meus pés no chão!" Pois que grande bosta é pisar aqui. Eu prefiro as brasas, ou o gelo que seja.
Doeu demais chegar até esse fim da linha. E por mais que eu jé respire normalmente e a maioria dos nós na garganta já tenham se desamarrado, não sei se gosto do que vejo. Eu estou me adaptando! O coração anda batendo no mesmo ritmo há dias. E talvez eu precise mudar meu nome. É atí­pico demais não me ver lutando, rindo sozinha ou chorando pelos cantos. O tempo simplesmente passa. O passado já não incomoda mais e nem o futuro causa dor no estômago. Não confundo nomes. Não deixo de comprar meu doce preferido, para comprar o outro que agrada. Todos os compromissos na agenda se referem apenas a mim. Eu puxo apenas a metade da colcha todos os dias e só tenho comprado esmaltes escuros. Agora eu preciso de concentração para lembrar os porquês.
Eu estou longe de ser quem eu sempre fui. Em um momento lúcido, imune dos meus grandes dramas. Vivendo paixões regradas e relações aparentemente saudáveis. Sem beijos que ardem e sem brigas que ferem.
Eu estou longe de ser o que sempre fui e muitos sabem o quanto é estranho me ver sendo envolvida por essa nova identidade tão comedida. É algo natural, eu sei e que esses "muitos" me previniram; iria chegar. Eu só precisava respeitar o meu tempo. Eu respeitei então o tempo, sem querer. A maior e mais resistente de todas as cicatrizes parece agora estar fechada. Estou tão estranha que nem ao menos sei o que sinto me sentindo assim. Assim normal.
Eu estou longe de ser o que sempre fui. No entanto ainda percebe-se a permanência dos tradicionais dilemas. Logo, nem toda essência foi perdida.
Em segredo então eu agradeço.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

… É tudo uma questão de tempo…

Como aquele adesivo já antigo, que consegue manter-se fixo ainda, com alguma dificuldade.
É assim que defino essa relação.
Nessas alturas já não sei a quem cabe melhor a função de papel em branco.
É só uma questão de momento.
Mutualismo. 3:20 a.m.
Mesmo em vão, houve a tentativa de dar vida a essa folha vazia.
Tem orgulhos e oscilações. Mas ainda entendimento e rendição.
Com certa dificuldade em admitir sabemos que nos alcançamos.
Talvez seja agora a hora em que falo de todas as crises e falhas.
Aproveito a oportunidade para explicar, alfinetando.
Não.
Já não há necessidade.
Porque sobrou carinho, porque o ego eleva-se ao saber que o carinho faz diferença.
IN-TER-DE-PEN-DÊN-CI-A
Percebes o erro aqui? O "i" e o "a", não se separam. Aqui.
E volto a dizer, é só uma questão de momento.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Milagres…

Sou das pessoas que acreditam nas coisas positivas. Sem elas eu não conseguiria viver. Não ia querer ficar numa festa, por exemplo, onde a alegria não chegou.  Se eu ficasse amarga com tudo que me acontecesse de ruim, eu iria contaminar minha casa, minha família, meu ambiente de trabalho, meus amigos e acredito que um pouquinho do mundo.

Por que sou importante? Não. Mas porque cada um de nós apresenta um elo, uma posição nas relações sociais que ocupamos, e acabamos por contagiar tudo a nossa volta, mesmo que muitas vezes inconscientemente.

Eu, apesar de tantas realidades que me provocam indignação e dor, ainda acredito que a vida vale muito a pena, que as pessoas querem ser boas, e mais: que felicidade existe, num desejo de reciprocidade, e na exata compreensão da palavra respeito.

Roubalheiras e falta de caráter em um canto? No outro com certeza há muita vontade de ajudar. É nesse quebra cabeça maluco, com peças encaixadas com esperança que eu insisto em acreditar.

Não em cartolas de mágicos que vão tirar lá de dentro pessoas mais amorosas, saúde, emprego, igualdade…Mas em perspectivas de dias melhores pra todos aquele que eu amo de uma maneira geral.

Talvez eu ainda acredite em Milagres, mas se a gente der um passo real em direção ao bem terá valido a pena acreditar: Em você, no outro, na vida…

Se o pessimismo dominasse não haveria graça na vida, não haveria vontade de um amanha melhor, não haveria brilho…

Eu prefiro continuar acreditando…

sábado, 7 de maio de 2011

Os finais, As escolhas…

Nunca me conformei com o fim de nada. Por mais que eu sentisse que era a hora. Por mais que eu quisesse ou precisasse me livrar das coisas. O "acabou" sempre chega ou chegou como se eu jamais tivesse parado pra pensar nele. Cruel, terrível e doloroso além de mim.
O último dia em qualquer coisa que tenha durado tempo suficiente pra me fazer dormir sorrindo com o dia seguinte. Um emprego, um curso, uma casa, uma viagem especial, um relacionamento. O ultimo dia do ano. Sempre tristes, sempre cheios de momentos em que eu preciso me isolar e ficar de um quase desespero catatônico. Uma vontade de sair correndo sem me mexer. Um pavor calmo e, pra quem nada entende de espasmos assustados, até sorridente. Abaixar e abrandar tudo em mim que ainda se debate pra continuar onde estava. Subindo loucos para a minha testa, todos eles. Mas quem são esses eles que sobem pra minha testa? Um mal estar em velar a vida que acabou pra poder continuar. Uma mistura caótica de enterro com nascimento, tipo se apaixonar.
Logo em seguida, me encontro em uma busca confusa, um auto-exilamento de qualquer tipo de comentário clichê de “isso passa”. Me pego me debatendo em pequenos pensamentos, entre a dúvida do seguir e do ficar, entra a real vontade e o que definitvamente deve ser feito.

Queria ser como aquelas pessoas normais, que batem nas costas, limpam a poeira deixada pelos rompimentos da vida, e amanhecem novamente amanha com o bom e velho sorriso de esperança nos lábios. Mas eu não. Eu me desconcerto, eu me  belisco, eu me perco no meio de tantos pontos de interrogação. Eu pego minhas certezas e engesso-as, me negando a modificar o que já é batido em matéria de certezas.

Se eu tivesse que explicar, em uma só frase, a angústia causada pelas incertezas que são cruelmente rompidsa pela realidade, eu recorreria mais uma vez á Martha Medeiros:

“Estamos todos de passagem. Portanto, não aborreça os outros e nem a si próprio, trade de fazer o bem e de se divertir, que já é um grande projeto pessoal. Volto a destacar: bom humor e humildade são essenciais para ficarmos em paz. Tudo é incerto, a começar pelo dia e a hora da nossa morte. Incerto é o nosso destino, pois, por mais que façamos escolhas, elas só se mostrarão acertadas ou desastrosas lá adiante, na hora do balanço final. Incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só. Enfim, incerta é a vida e tudo o que ela comporta. Somos aprendizes, somos novatos, mas beneficiários de uma dádiva: nascemos. Tivemos a chance de existir. De nos relacionar. De fazer tentativas. O sentido disso tudo? Fazer parte. Simplesmente fazer parte…”

Que tipo de pessoa seria eu se não compreendesse os finais? Porém, me dou ao direito de velar cada uma das minhas perdas da maneira como acredito que merecem. Me dou ao direito de ficar de luto por cada uma das mortes, sejam de projetos, de pessoas, de relações, ou de sonhos. Me dou ao direito de chorar, esperniar, pra aí sim andar por aí com o sorriso no rosto de quem sabe que ali na frente tem mais uma esquina.

Tive certa vez um namorado, que me disse que eu era intensa demais. E que talvez fosse intensa demais pra qualquer pessoa. Hoje, mesmo quase 10 anos depois, eu entendo o que foi que ele disse. Entendo exatamente o que foi que ele viu. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei

Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.
Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar

''O jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará…”

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Hoje eu já não sei…

 

 

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Às vezes me perguntam por que eu ando desanimada e nem eu mesma sei responder. Talvez eu saiba dizer a razão pela qual algumas vezes tenha entregue meu coração á amores, causas, sonhos, família….
Eu acredito que tudo foi fruto dessa nossa juventude, daquela prepotência sem intencionalidade de achar que se sabe de tudo. Que se é o mandante do mundo. Que se fecha pra mínima possibilidade de o mundo não ser realmente cor-de-rosa.
Eu realmente achava que era praticamente tudo uma questão de vontade. Que querer salvar o mundo e ser aquilo que se deseja era determinado por resistência. Eu duvidava que a vida fosse tão efêmera ou que certas coisas não fossem capazes de mudar. Eu não brincava quando citava a possibilidade de ser super herói, sobre ser um ser invencível.
Eu achei que o amor era somente uma questão de peito aberto e encontro. Falava dele com tanta simplicidade e conhecimento. Eu me fechava quanto ao fato das adversidades. Durante muito tempo eu fui crente até que dava de se viver dele. E diferente de tudo que hoje eu não sei, eu sei perfeitamente quando essa minha Síndrome de Afrodite foi para o espaço. Fragmentou-se, dissipou-se em questionamentos e receios que hoje podam cada frase direcionada a 3 pessoa. Temporáriamente riscadas do meu vocábulário.
Eu pensei com convicção que soubesse de tudo e ainda mais um pouquinho do restante. Eu nunca admiti a falta de fé, os incrédulos. Eu achava que éramos nós que estávamos no controle de tudo e só acreditava em destino quando esse pudesse ser favorável. Quando lá na frente ele nos colocasse potes de ouro, curas de doenças e príncipes encantados. Pode parecer piegas, mas eu acredito em todas essas coisas.
Acreditava no tempo e na parceria que podíamos fazer com ele. Mas olha só o que hoje ele me traz, uma pele negativamente diferente e um mundo beirando ao caos. Trouxe consigo responsabilidades e a sua própria redução para que eu conseguisse resolvê-las. Trouxe um pouco de medo, que antes não existia, mas que tem me feito ficar um pouco presa ao chão. Eu bem disse que queria ser Peter Pan.
E quando eu também achei que entendia tudo sobre relacionamentos humanos e pessoas, as minhas vem, estragam tudo e então eu descubro que nem ao certo sei quem eu sou!
Então como se faz para escrever ou falar de algo que não se conhece? Que tem seus valores, princípios e costumes que não se enquadram com o que rodeia? Que até reluta cansada pra não perder a personalidade, mas que vem perdendo gradativamente as forças toda vez que a vida resolve sem aspectos de culpa lhe dizer não?
E o pior de toda a situação é presenciar esse ser estranho acostumando-se com a acomodação. É ver seu corpo encaixando-se ainda meio torto nesses novos moldes feitos de aceitação.
Ainda não dá para escrever sobre algo que não agrada. Enquanto isso eu vou vivendo até que passe. Volto, se encontrar minha identidade…

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Novo Dia, AGORA e Todo dia!

 

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Eu não quero ser uma pessoa normal, vivendo uma vida normal, só pra inglês ver. Há anos eu possuo essa mania diferente de encarar o mundo, e as pessoas ao redor dele. Tudo bem que eu tome pauladas de dar gosto, mas sinceramente, eu perderia a única coisa que mantive intacta durante todos esses anos, durante os momentos mais difíceis da minha vida, que é  a minha essência.

Eu quero meus defeitos, meus efeitos, e tudo mais. Eu não morro se o relacionamento acabou, quando tenho certeza que fiz o que podia, que no meu caso significa apenas dar o coração, pois infelizmente eu ainda sou daquele tipo meio batido de gente meio antiga que acredita que isso baste. Que acha muito mais lindo o cara que pega três ônibus só pra te ver, do que o cara que aparece de ferrarri. Vai ver eu ainda tenho uma visão cor-de-rosa demais da vida, e sinceramente muitas vezes eu acredito que tenha, mas que graça teria se eu acordasse todos os dias, e imaginasse que os homens são todos iguais, as pessoas são todas iguais, e que definitivamente não há nada mais gostoso do que viver?

Eu nasci assim. Conheço o fim, o improviso e o meio. Eu vivo como vive quem planeja e tem os pézitos no chão: Bato a cabeça do mesmo jeito! Arrisco, machuco, sangro, costuro e por fim me reconstruo. Igual fiz no último ano. Porque verdade seja dita: cada um vive do jeito que considera correto. Mas, que ano foi este? A idéia foi partir o mundo ao meio? Arrancar meu coração? Roubar minha esperança? Enxergar em cada rosto um ponto de desespero? Se o plano era esse, pessoal aí de cima, coloca um “10” aqui. Bota um parabéns e me dá uma estrelinha! Eu preciso, eu mereço! Preciso porque me arrisquei. Preciso porque me ferrei. E me ferrei porque quis. Resultado: Aprendi! Ponto pra mim! Quanto maior o grau de dificuldade, maior o prêmio, certo?

E o prêmio não é ganhar um bônus por decepções digeridas nem por coragens reforçadas, com uma viagem de ida e volta para o Havaí. O prêmio é: OLHAR PARA DENTRO e – mesmo com toda sua dor, mágoas e trsitezas, falta de rumo e prumo – se reconstruir, se aceitar e ter orgulho de quem você é!

Eu me recuso a me achar culpada porque os relacionamentos, sejam amorosos, profissionais e amizades não dão certo. Eu me recuso!

Porém, sofro como qualquer pessoa, choro minhas mortes de pessoas vivas com muito mais pesar do que a de pessoas que se partiram pra junto de Deus. E isso, porque muitas das “mortes” que ocorrem por mudanças de rumos, separações, brigas, poderiam ser evitadas se deixássemos de colocar tanto a função de nos fazer felizes aos outros. Se tirássemos de suas costas o peso de carregar seus sentimentos e os nossos. E creio que eu não faça isso, creio que seja definitivamente alguém um tanto leve, apesar do últimos acontecimentos terem me tornado uma péssima compania nos últimos dias.

E não me culpo se, no meio de tantas fantasias, no meio de tantas auto-descobertas, no meio de tantos sonhos, eu achei que eras tu. O cara com quem eu viajaria pelo mundo, o cara com quem eu faria planos pra que todas as nossas vontades fossem realizadas. O cara com quem eu dividiria não só o carinho, mas a vida. E não me culpo se muitas vezes te vi como o homem que entraria pela porta correndo pra ganhar abraços e me ajudar a recolher o lego das crianças.

Quantas coisas em tão poucos meses não é mesmo? Embora eu nunca tenha te falado sobre a intensidade do que se passava aqui, muitas vezes eu acreditei, e humildemente pedi a Deus que fosse tu.

A resposta que eu tive, pode não ter sido necessáriamente a que eu queria, porém, palmas ao cara lá de cima, porque após de N relacionamentos terminados por mentiras e falta de respeito, eu tive um ano feliz ao teu lado, e tu entendestes o quanto a sinceridade era importante pra mim, mesmo no final da nossa jornada. Talvez essa tenha sido a tua missão na minha vida. Mostrar que não seria sempre da mesma forma, assim como tentei te mostrar a mesma coisa, baseando-me nas tuas experiencias.

A gente tem o que PRECISA, não o que quer. Por isso, um inesquecível AGORA, sempre!

terça-feira, 19 de abril de 2011

A culpa é toda minha..

E, como sempre fizemos, desde o dia em que de alguma forma nos encontramos, vamos jogar aberto.E u assumo. A culpa é minha.Definitivamente toda minha. Eu dei meu coração. Eu criei expectativas. Embora sabendo previamente que não deveria, eu assumi os riscos e criei. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém.

Minha culpa de sete pontas, minha culpa que faz entender que eu sempre peco por excesso de coração.

Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste.

É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): o perdão.

Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo.

Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fudi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha.

Minhas e das minhas expectativas, que sempre me sabotam, sejam com amores, amizades, emprego, sonhos e desejos. Minha e das minhas escolhas que nunca possuem um pingo de racionalidade.

Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma.

Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de comparar as pessoas. Pare de ter pena por aquilo que não viveu.

Pare de criar rótulos. Pare de tentar adivinhar os acontecimentos ao invés de vivê-los. Pare de fugir da felicidade. Não deixe a próxima pesssoa bacana passar, porque não, pode definitivamente não aparecer outra igual, e a vida é só uma, lembra? E é muito longa pra vivermos nos lembrando do que deixamos passar.

Tu podes sim, viver tudo aquilo que ainda não vivestes e ter alguém do teu lado. Te levando pra cima, te mostrando direções diferentes que as tuas regras batidas não te deixam ver.

Sabia usar a tua balança, saiba dosar o exato peso de um amor de verdade.

Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se magoe. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Amor...

É, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dosando todos os dias os silêncios, as pausas e as grandes conversas. Engraçado como no exato instante em que deixamos de acreditar num conceito de AMOR DA VIDA, um amor PRA vida da gente aparece. Sem toda aquela badalação de alma gêmea. Sem as falsas promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago, sem insônias, sem choro. É incrível. Você conhece o cara, e quando se vê já está torcendo por dentro pra que ele enxergue quem você é (e escrevendo textos no blog para que ele entenda o quanto é diferente). E aí, Adeus expectativas surreais, Adeus delírios adolescentes. Ele vai esquecer muitas das coisas que você disse, mas você vai entender que ele também tem milhões de coisas na cabeça e vai falar tudo de novo. Ele vai esquecer o aniversário do dia em que se conheceram, mais não vai esquecer que o seu café é sem açúcar, preto, e forte. Ele não vai fazer declarações românticas, ou dizer que você é a mulher da vida dele, mais ele vai saber que você está de TPM no primeiro tom mais ríspido que aparecer na conversa, e vai entender. Ultimanente eu tenho descoberto que eu gosto do amor. Depois de anos sonhando acordada com alguém que me roubasse o sono, que me roubasse o ar, eu venho dar o braço a torcer e me retificar. Quero alguém que divida o sono comigo, que me devolva o fôlego. Quero dormir abraçada sem susto. E saber que ao acordar (aconteça o que acontecer), tudo vai estar lá. Sem ansiedades, sem montanha russa. Pra mim, não existe nada mais contestador, avassalador, do que amar uma pessoa só. É atravessar o escuro. É, no meu próprio caso, depois de anos mudar de conceito. Não aquilo não era amor, era imaturidade. Antes era paixão, e antes ainda, uma procura por mim mesma. Sei que é um tema batido e eu sempre falo dele. Mas amor pra mim é o maior motivo da vida. São reconstruções, pausas, desatinos e acima de tudo DESAFIOS. Se algum dia na vida eu sonhava com a perfeição, hoje eu sonho com o equilíbrio. E ele é muito bem vindo.