sábado, 24 de julho de 2010

Cáh By Sabrina



Cáh é por toda a parte. Todos os pontos cardeais. Os famosos Norte, Sul, Leste e Oeste. Os esquecidos Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste.
Cáh é em todas as direções.
Conheço a Cáh há muito tempo, mas nunca da maneira que a conheço agora.
Cáh é antena, de tudo sabe, de tudo dá notícia.
Tem uma memória invejável e lembra de frases ditas há anos.
É clássica e ao mesmo tempo moderna. O begezinho em sua nova versão rock e tatuagem.
Queria ser independente virou advogada. Queria se renovar virou gloss.
Queria ser luz, e virou luz. Luz, reflexo, projeção...
Ao mesmo tempo foco, e um ponto de referência.
Ela e eu temos pontos em comum(Além de amarmos as palavras). Ambas extremamente sinceras, sonhadoras e com a crueldade adormecida.
Trocaríamos todas as dores do mundo pela compania uma da outra, e uma bebedeira culta. Ou por um bom show de rock ou sertanejo. Somos assim também, como água e vinho.
Ela esconde as tristezas e eu faço música com o sofrimento. Ela escreve as letras mais lindas. Eu traço a melodia.
Mas somos inseparáveis. A distância não conseguiu diminuir em nada nossa dependencia uma da outra.
E não mexam com ela. Ela é uma alternativa levemente radical aos demais tipos de moças que existem na sociedade. Tem aquele bom humor que desarma, e uma vontade gigante de engolir o mundo.
É a melhor parceira de viagem que qualquer pessoa pode ter. E viagem não apenas inter-minicipais, Inter-estaduais ou ao exterior. Viagens diárias. Parceira de vida. Pra vida.
Já briguei com ela uma vez aos 12 anos. Um Bis roubado é sempre um Bis roubado. Mas somos 100% adeptas do bom mocismo. Apesar de estarmos de saco cheio de tudo isso.
Estamos aprendendo a dizer não. Muito disso ela me ensinou. (Apesar de ela nunca ter me dito não).
Vive dizendo que eu sou impossível e tenho o coração mole. EU????
O que importa é que Cáh é www. É portal do conteúdo. Como o "outro" diria: uma mulher do futuro. Sem direito a bumbum eletrônico e neurônios plastificados (alguém confere?).
Tudo em sua mente está em constante movimento.
Cáh é alta velocidade de conexão.
Cheia de vontades, padrões e romantismos camuflados por ela mesma.
Quem conhece, logo se encanta.
Eu, mais do que ninguém, sei como eu gosto dela. E acho muito engraçado seu jeito de dizer que não está nem aí para alguma coisa ou alguém, achando que vai me convencer.
Na verdade, Cáh é uma das pessoas mais divertidas que eu conheço. É meu livro de auto-ajuda. Meu convite pra me lembrar quem eu sou. Sem meias palavras ou personagens.
Fiquei imaginando o que Cáh seria se não fosse Cátia (Adoro pensar essas coisas....)
Imaginei Cáh como cantora, aeromoça de vôo internacional, integrante de reality show...
Imaginei Cáh sendo cafona (...) Tentava focar mentalmente ela vestida naqueles shortinhos e camisolões com tucanos e araras, sentada numa cadeira de plástico velha, emoldurada por um pôster da seleção brasileira de 90, com Lazaroni em destaque.
Impossível imaginar tal cena...
Impossível imaginar Cáh sem ser Cátia.
Ela é o que é.
E mesmo que não fosse Cátia, continuaria sendo um arraso.
Mas para que inverter o perfeito? Subverter o que já é ideal?
Daí esse texto. Catita como ela é.
Essa Cáh múltipla, indesfigurável, íntegra.
Doce Ironia: Cátia é tantas, em tantas formas e lugares, com tantas idéias e talentos, tantas vontades, que ela é uma só.
Indivisível, isso por mais que a ciência evolua.
Duvido que alguém invente uma forma de fragmentar Cáh. (Embora alguns integrantes do sexo masculino já tenham se aventurado....)
Desmaterializá-la é impensável. Seja porque não produzirá efeito algum (algo como "aborted mission), ou porque cada partícula jamais encontrará seu lugar exato, seu equilíbrio, sua composição correta, seus paradoxos, idiossincrasias,contrastes, choques eltétricos de brilhos e contradições. Enfim, nunca se recomporá igual ao que era quando chegar do outro lado.
O que eu tentei dizer é que Cáhs não se fazem todos os dias. E é por isso que te admiro e te agradeço por ser minha amiga há mais de 15 anos. Nada teria tanta graça sem você. Minha bolsa de mão anda vazia de vida quando não te carrego ao meu lado. Que los Angeles fica mais fria, mais escura, toda vez que eu lembro que um pedaço meu ficou aí no Brasil. O que eu quis dizer com quase um mês de atraso (tu sabes bem dos motivos), é que no dia em que tu fazes aniversário quem agradece a Deus por ti, somos nós. Tú és um presente na vida de todos aqueles que tu tocas. Te agradeço todos os dias por ter aberto meus olhos quanto ás chances que eu estava deixando passar de fazer aquilo que mais me completa por medo. Te agradeço por me dar força todas as vezes que eu pensei em arrumar as malas e desistir. Te agradeço pelos brigadeiros, pelas bebedeiras, pelos conselhos, pelos textos, pelas letras que deram vida á minha música, te agradeço por todas as vezes em que me mostrasse o lado bom da vida.

O que eu te desejo, não tem preço. Se eu disser que te desejo o mundo ainda seria pouco. Então eu te desejo um infinito de possibilidades. Te desejo acima de tudo que nunca mudes. Nunca endureças. Nunca percas a fé no outro, na vida, no amor (...)


Eu tô aqui, e tu estais aí. Mas isso não muda nada. A gente sabe. A gente sente. A gente caminha acompanhada sempre do lado do coração que a outra carrega.


Te amo! Esse texto é dedicado á tudo que tu me representas.


Sabrina Saturi - Los Angeles 24/07/2010
(A foto vai te fazer chorar tenho certeza!)


2 comentários:

Angélica Medeiros disse...

AIn que lindooo! Conheço esse texto. Perfeito *_*
Cáh, nunca deixe de ser assim, com esse seu jeito de viver a vida intensamente, pois essa é a sua essência.
Beijosss

Renato Orlandi disse...

Que womenagem lindaaa, nhaaa que bom ter amigas assim, e ainda escrevem bem hehe, claro que ela é tudo isso gata, eu não comentaria em kker blog :P hehe, bjaooo!